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Novo salário mínimo de R$ 1.621 vale a partir de hoje, com reajuste de 6,79%

Joanna Prata
Publicado em 31/12/2025 às 18:03
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Com valor fixado em R$1.621, um acréscimo nominal de R$103 em relação ao de 2025 (Foto/Divulgação)

Com valor fixado em R$1.621, um acréscimo nominal de R$103 em relação ao de 2025 (Foto/Divulgação)

O novo salário-mínimo começa a valer a partir de hoje, com valor fixado em R$1.621, um acréscimo nominal de R$103 em relação ao de 2025. O reajuste foi oficializado por decreto presidencial e segue as regras da política permanente de valorização do mínimo, retomada nos últimos anos e hoje prevista em lei.

O cálculo do aumento obedece aos critérios definidos pela Lei nº 14.664, aprovada pelo Congresso Nacional em 2023 e sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A legislação restabeleceu a fórmula que combina a inflação do período com o crescimento da economia, buscando garantir ganho real ao trabalhador sem comprometer o equilíbrio fiscal.

Pela regra, o primeiro componente do reajuste é a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), indicador do IBGE que reflete a variação do custo de vida das famílias de menor renda. Para o salário-mínimo de 2026, foi considerado o INPC acumulado em 12 meses até novembro do ano anterior, que ficou em 4,18%.

Ao índice inflacionário soma-se o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes do início da vigência do novo mínimo. No caso, entrou no cálculo o desempenho da economia em 2024, quando o PIB avançou 3,4%, segundo dados revisados do IBGE. No entanto, esse ganho não foi repassado integralmente.

Isso ocorre porque o atual arcabouço fiscal estabelece um limite para o aumento real do salário-mínimo. Mesmo que o PIB cresça acima desse teto, o repasse adicional fica restrito a 2,5% acima da inflação, mecanismo criado para conter o avanço das despesas obrigatórias. Com essa limitação, o reajuste total chegou a 6,79%, resultando no valor final de R$1.621.

Estimativas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apontam que o novo piso deve injetar cerca de R$81,7 bilhões na economia ao longo de 2026, considerando os efeitos sobre renda, consumo e arrecadação. O impacto é amplo porque o salário-mínimo serve de referência para benefícios previdenciários, assistenciais e diversos contratos de trabalho.

Ainda segundo o Dieese, aproximadamente 61,9 milhões de pessoas terão rendimentos diretamente influenciados pelo novo valor. O grupo inclui aposentados e pensionistas do INSS, trabalhadores formais, autônomos, empregados domésticos e pequenos empregadores. 

Por outro lado, o reajuste também pressiona as contas públicas. O aumento do mínimo eleva gastos da Previdência Social e de outros benefícios vinculados ao piso nacional, exigindo do governo o desafio de conciliar a valorização da renda da população com o controle das despesas obrigatórias, em um cenário de atenção permanente às metas fiscais.

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