Eleição para nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário será decidida na Justiça. Durante a apuração dos votos, na noite de quarta-feira, houve confusão
Eleição para nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário será decidida na Justiça. Durante a apuração dos votos, na noite de quarta-feira, houve confusão e alguns candidatos questionaram o resultado, alegando que havia pessoas infiltradas na sala onde eram depositadas as urnas, favorecendo a eleição de uma das chapas. Houve registro de ocorrência na Polícia Militar, e o departamento jurídico do sindicato, para solucionar o impasse, protocolou ontem Ação de Reconhecimento.
Para a disputa foram inscritas três chapas, sendo uma formada por membros da atual de diretoria, que busca a reeleição, e tem como presidente Lutério Antônio Alves. Na chapa dois, o presidente é Antônio José Martins Vieira Júnior, e quem encabeça a chapa três é Augusto Dias da Silva.
De acordo com o advogado da entidade, Gilmar José Raimundo, para que todos votassem, a eleição foi realizada por três dias, com urnas itinerantes e fixas no sindicato. Ao fim da cada dia elas eram depositadas em uma sala, processo acompanhado por um procurador e fiscal de cada chapa, além de ter seguranças, indicados pelas chapas, que ficavam próximo ao local. Ao final de cada dia, representantes ou candidatos assinavam termo garantindo que não havia irregularidades.
Portanto, Gilmar afirma que em todo momento representantes das três chapas estavam por perto. No último dia de votação, as urnas foram retiradas da sala em que eram guardadas para a realização da apuração, processo que também foi acompanhado por todos. “A contagem de votos e toda organização da eleição foram feitas por um coordenador indicado pela Federação dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário de Minas Gerais. E durante o processo de apuração, antes mesmo de abrir a quarta urna, já era possível anunciar um vencedor, diante do resultado favorável para a chapa um. Neste momento começou uma discussão, questionando o resultado, e que queriam fiscalizar novamente a sala em que eram depositadas as urnas, com ameaças de arrombar a porta”, explica.