CIDADE

Entidades classistas promovem ato público em defesa da UFTM e do HC

Apesar do anúncio de concurso público, as contratações estão suspensas, há expectativa de fechamento de cursos e da inviabilidade de funcionamento do HC por falta de recursos

Publicado em 11/09/2016 às 10:17Atualizado em 16/12/2022 às 17:23
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Jairo Chagas

Evento será em apoio à universidade e ao Hospital de Clínicas, que vêm sofrendo com os cortes de verbas adotados pelo governo federal desde 2014

Entidades classistas ligadas à Universidade Federal do Triângulo Mineiro e ao Hospital de Clínicas preparam ato público para a próxima quinta-feira, dia 15 de setembro. O ato, que deverá parar as atividades na UFTM e no Hospital de Clínicas por pelo menos duas horas, está programado para iniciar às 10h, nas escadarias do Centro Educacional, que fica na avenida Getúlio Guaritá, em frente à entrada principal do HC.

Manifestação foi definida durante encontro de representantes do Sindsep-MG (servidores da Ebserh), Associação dos Docentes da UFTM, Asmed, Fasubra e Sint-Med. Evento será em apoio à UFTM e ao Hospital de Clínicas, que vêm sofrendo com os cortes de verbas pelo governo federal, desde 2014. A situação agravou-se nos últimos meses, segundo o delegado do Sindsep-MG, Eliseu da Costa Campos, ressaltando o último anúncio que foi de mais de R$13 milhões.

Para Eliseu, Saúde e Educação são as áreas mais afetadas pelo contingenciamento no Orçamento da União, sendo que o HC sofre com a falta de material, principalmente o básico, como luvas e gases. “A situação é crítica. O hospital está morrendo aos poucos. Precisamos de uma resposta prática”, disse Eliseu, lembrando que a universidade também sofre com os cortes de verbas para bolsas de mestrado e doutorado.

A situação não é diferente na área de recursos humanos. Apesar do anúncio de concurso público, as contratações também estão praticamente suspensas, além da expectativa negativa quanto ao fechamento de cursos. “Estamos caminhando para a inviabilidade de funcionamento do Hospital de Clínicas e da UFTM”, frisou Eliseu.

O movimento é apartidário e sem conotação política e, segundo o sindicalista, apenas em defesa das duas instituições. A expectativa é de grande adesão. Atualmente, são 500 docentes da UFTM, cerca de 900 trabalhadores da Ebserh e 1,2 mil servidores federais, além de 5 mil estudantes. Eliseu acredita que grande número de servidores e alunos deve comparecer ao ato pacífico e apartidário.

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