Enormes filas se formaram em alguns postos de Uberaba (Fotos/Letícia Marra)
Os problemas envolvendo combustíveis aqui em Uberaba já se tornaram "velhos companheiros" dos motoristas. Além da escassez no diesel relatada por muitos à reportagem do Jornal da Manhã, outros combustíveis como a gasolina e o etanol também começaram a ter baixas em seu quantitativo.
Há postos em Uberaba que receberam, somente nesta quinta-feira, seu segundo caminhão de combustíveis a fim de recompor os estoques, mas a situação parece não estar caminhando para uma normalidade. “Este já é o segundo e último caminhão que abastece as bombas aqui. Depois disso ainda é incerto quando novas cargas de diesel e também de gasolina chegarão pra gente”, informa gerente de um dos postos à reportagem do Jornal da Manhã.
Quem precisou abastecer seu veículo na tarde desta quinta-feira (10), encontrou um cenário longe do ideal nos postos de combustíveis em Uberaba. Filas extensas e a incerteza sobre conseguir ou não adquirir o produto compunham o cenário enfrentado pelos motoristas. Carros dobrando esquinas e dando voltas em quarteirões em pelo menos três postos na região central da cidade.
Em um dos postos, a fila para abastecimento chegou a dobrar a esquina
CAI A QUANTIDADE, SOBE O PREÇO
Já nesta quarta-feira (9), quem precisou ir aos postos de combustíveis precisou também encarar os novos valores. Reajustes nos preços da gasolina, etanol e diesel. Em alguns postos o valor da gasolina chega a ultrapassar os R$ 7,00 enquanto o preço do etanol se aproxima dos R$ 5,00.
Em pesquisa recente divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), os dados apontam uma queda no preço do etanol nos postos de Minas Gerais, mas o cenário não parece ser o encontrado em Uberaba.
Em apuração feita pela reportagem do Jornal da Manhã junto aos postos de combustíveis aqui da cidade, a informação repassada foi praticamente unânime: dificuldade dos proprietários em adquirir os combustíveis devido aos altos preços, o que acaba refletindo no bolso também do consumidor. Os reajustes para a aquisição dos combustíveis gera também reajuste no preço de venda. Além de um aumento de 24,9% no preço do diesel e de 18,7% na gasolina, divulgado pelo Petrobrás, resultante da disparada ímpar no preço do petróleo.
*Colaborou Tito Teixeira