Saber os rumos da economia é importante para qualquer brasileiro. Todos estão preocupados com os problemas dos últimos anos; por isso a expectativa e a esperança de que os números melhorem devem permanecer. E segundo o economista Marco Antônio Nogueira, em 2017 a situação será um pouco melhor do que foi em 2016, mas isso vai depender de alguns fatores.
“A tendência e os cenários são para que a economia no ano de 2017 seja um pouco melhor do que foi em 2016. Fazendo uma analogia, vamos colocar o nosso nariz um pouco acima da água, vai dar para respirar. Mas dependemos de alguns fatores, como por exemplo, na política. Se o Congresso continuar votando matérias que oneram o setor público, como o projeto que ajuda os Estados na negociação das dívidas, mas sem que concedam a contrapartida, as coisas vão continuar difíceis”, explicou o economista.
Outra situação apontada por Marco Antônio refere-se à presidência dos Estados Unidos. Com o novo presidente Donald Trump ainda não é possível saber o quanto influenciará a política interna e externa devido ao nacionalismo americano. E, junto a isso, a elevação das taxas de juros nos Estados Unidos em 2017. “Tudo isso vai repercutir na inflaçã se ela voltar a subir, nós não poderemos reduzir os juros, e não reduzindo os juros, a gente inibe o consumo”, destacou Marco Antônio.
Enfim, o economista enfatizou que a perspectiva, que os cenários são positivos, mas se houver variáveis externas, isso impedirá que o brasileiro tenha otimismo, porque se espera uma melhoria. Pior do que foi nestes últimos três anos não podemos ficar. O consumo vem retroagindo cada vez mais”, disse.
Marco Antônio, repassa algumas orientações ao consumidor. De acordo com ele, o primeiro semestre ainda será complicado, será um pouco melhor, mas ainda difícil. O desemprego tende a permanecer na faixa dos 10% a 12%, e a atitude mais prudente que a pessoa deve tomar é quitar as dívidas e procurar preservar o emprego de alguma maneira.