Após implantação da rede de água e conclusão do projeto executivo, instalação do sistema de esgotamento depende de pendências fundiárias; nova reunião discutiu responsabilidades e próximas etapas
Mesmo após a implantação da rede de água e a conclusão do projeto executivo de esgotamento sanitário, moradores do Estrela da Vitória, em Uberaba, ainda aguardam uma solução definitiva para a falta de rede de esgoto. Nesta semana, representantes de órgãos municipais voltaram a discutir as etapas necessárias para viabilizar o sistema no núcleo Estrela da Vitória – Área 2, mas não foi divulgado prazo para o início das obras.
A reunião ocorreu na sede da Companhia Operacional de Desenvolvimento, Saneamento e Ações Urbanas (Codau) e envolveu representantes da Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande (Cohagra), das secretarias municipais de Planejamento (Seplan), Serviços Urbanos e Obras (Sesurb) e Saúde (SMS), além da Procuradoria-Geral do Município (Proger). Entre os pontos discutidos estão os projetos de infraestrutura, avaliações imobiliárias, possíveis desocupações e a divisão de responsabilidades entre os órgãos.
A falta de esgotamento sanitário no bairro já foi alvo de denúncias ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), após relatos de esgoto doméstico correndo a céu aberto, mau cheiro e riscos à saúde. Em junho, o JM Online noticiou que a situação havia levado o vereador Thiago Mariscal a acionar o órgão e pedir providências emergenciais (relembre a denúncia).
Na sequência, Prefeitura e Codau assumiram o compromisso de viabilizar a rede de água e apresentar o projeto executivo do sistema de esgoto. A rede de abastecimento foi implantada em cerca de 380 metros, e os moradores passaram a poder solicitar as ligações individuais em julho . Já o projeto executivo de esgotamento foi concluído, mas a obra continuou sem data para começar.
Em reportagem publicada em agosto, o JM Online informou que o início da execução dependia da regularização de áreas envolvidas no traçado da rede, de desapropriações e da obtenção de servidões de passagem. Os 180 dias previstos para a execução só começariam a ser contados depois da resolução dessas pendências.
O impasse está ligado ao processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (Reurb-S), que se arrasta há anos. Em fevereiro de 2026, Prefeitura e Ministério Público firmaram um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para conduzir a regularização e a urbanização da área. O município assumiu o compromisso de apresentar, em até 12 meses, um cronograma para concluir o procedimento.
Segundo a Prefeitura, a reunião desta semana serviu para discutir as providências necessárias e os próximos passos do trabalho conjunto. A Cohagra articula a regularização fundiária; a Codau responde pelas soluções técnicas de saneamento; a Seplan conduz avaliações imobiliárias e questões urbanísticas; a Sesurb participa do planejamento da infraestrutura; a Proger acompanha os procedimentos junto ao Ministério Público; e a SMS trata das questões relacionadas à saúde pública.
A presidente da Cohagra, Regiane Isidoro, afirmou que os órgãos municipais estão reunindo esforços para avançar na regularização e viabilizar a rede de esgoto. Apesar da nova rodada de tratativas, não foram informadas datas para a conclusão das pendências fundiárias nem para o início da obra.