Codau afirma que estação depende da ocupação de loteamentos próximos para gerar volume de esgoto
Mesmo com a obra concluída em julho de 2025, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Compacta Santa Marta, em Uberaba, segue sem entrar em operação. A informação foi confirmada pela Codau ao Jornal da Manhã. O funcionamento da estação volta à tona após vigilante no local questionar as condições de trabalho. Segundo a Codau, a estação foi criada para atender empreendimentos imobiliários próximos, que não se concretizaram ainda.
Segundo a autarquia, a unidade está pronta para funcionar, mas permanece inativa por falta de demanda. “A estrutura da ETE já foi concluída e está apta para funcionamento. No entanto, a unidade ainda não entrou em operação porque, neste momento, não há volume de esgoto a ser tratado”, informa.
A Codau acrescenta ainda que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Compacta Santa Marta está apta para operar com o esgoto dos loteamentos Dona Vera e Santa Marta desde o dia 22 de julho de 2025. Os empreendimentos, no entanto, ainda estão em fase de implantação. “O início de sua operação está condicionado a estes empreendimentos e à efetiva geração de esgoto”, acrescenta a Codau.
A ETE integra um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público de Minas Gerais, a Codau e um consórcio de empreendedores. Apesar disso, a estrutura permanece sem uso.
O cenário contrasta com previsões anteriores. Em 2024, a expectativa era de que as estações compactas entrassem em funcionamento ainda no primeiro semestre de 2025, como parte de uma estratégia emergencial para acompanhar a expansão imobiliária da cidade.
Na prática, porém, a ETE Santa Marta segue parada, à espera da ocupação dos loteamentos que devem gerar a demanda necessária para sua operação.
A situação ganhou repercussão após uma denúncia recente envolvendo o local. Um vigilante que atua na unidade relatou à Polícia Militar falta de condições básicas de trabalho, como ausência de água potável, energia elétrica e estrutura adequada.
Em resposta, a Codau reiterou que a unidade ainda não opera e que mantém no local apenas serviço de vigilância terceirizada. A autarquia também sustenta que fornece estrutura mínima para os trabalhadores e que realiza fiscalização contínua, sem ter identificado as irregularidades apontadas.