CIDADE

Ex-funcionários de laboratório fazem ato para receber direitos

Ex-funcionários de laboratório localizado na avenida Guilherme Ferreira realizaram manifestação na manhã de ontem, em frente da empresa

Letícia Morais
Publicado em 08/12/2016 às 07:25Atualizado em 16/12/2022 às 16:16
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Neto Talmeli

Na manhã de ontem os ex-funcionários se reuniram na porta da empresa, na Guilherme Ferreira, para cobrar seus acertos

Ex-funcionários de laboratório de Uberaba localizado na avenida Guilherme Ferreira realizaram manifestação na manhã de ontem, em frente da empresa, para reivindicar o pagamento dos direitos trabalhistas. De acordo com os trabalhadores, quase 60 ex-funcionários estão sem receber salários, férias e 13º salário, que compõem o acerto rescisório.

Em entrevista à Rádio JM, o técnico em laboratório Ricardo Manuel da Cruz afirmou que o objetivo da manifestação é sensibilizar a empresa da importância e necessidade de os funcionários receberem os seus direitos. “A empresa não dá nenhuma posição para nós, que temos que receber, também, a rescisão contratual e o FGTS, que não foi depositado para ninguém”, garante o trabalhador, informando que a empresa realizou uma demissão em massa, mas não se posicionou até o momento sobre quando serão efetuados os pagamentos.

A também técnica em laboratório Edna Marques trabalhou durante vinte anos no local e está entre os demitidos. “Fomos demitidos e não recebemos nossos direitos. O nosso FGTS não estava sendo depositado há vários anos e nem repassava-se o INSS. Alguns funcionários demitidos, mesmo depois de terem vencido as audiências, eles ainda não pagaram”, lamenta.

A reportagem do Jornal da Manhã fez contato com a empresa e foi informada que os advogados estão a par do assunto e que iriam encaminhar nota à imprensa, esclarecendo como está a situação dos ex-funcionários. Enquanto isso, representante da empresa alegou que alguns ex-funcionários já foram pagos, mas não soube precisar quantos. Além disso, ressalta que os sócios do laboratório se reunirão com os defensores para definir como será realizado o pagamento dos que ainda possuem créditos a receber. Outra questão destacada pela empresa à reportagem é a crise econômica enfrentada pelo país. “A gente também está com problema de recebimentos, com isso acarreta outros atrasos”, esclareceu um funcionário, que preferiu não se identificar.

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