A falta de disponibilidade de profissionais é um dos desafios enfrentados pela saúde, não só em Uberaba, mas ao nível nacional. Em entrevista à Rádio JM nesta terça-feira (30), a secretária de Saúde Valdilene Rocha informou que algumas especialidades são consideradas gargalos, como é o caso da psiquiatria.
Ao programa JM News 1ª Edição, a titular afirma que o credenciamento de Pessoas Jurídicas deu um alívio bem-vindo a situação, principalmente diante dos processos fracassados de especialidades. No entanto, ainda existem necessidades a serem supridas, como é o caso da psiquiatria.
“Nós temos muito gargalo. Por exemplo, psiquiatria é um gargalo muito grande em nível de Brasil e mundo, que hoje é a especialidade que ela mais se destaca. Quando a gente vê pós-pandemia, inclusive, quando nós falamos dos nossos colegas de saúde que enfrentaram toda uma pandemia, a gente vê hoje isso, esse reflexo do adoecimento do profissional do pós-pandemia e não só do profissional de saúde, também da população em geral que ficou muito tempo em casa, que perderam muitos entes queridos e isso. Ele está cada dia mais aumentando e chegando a nossa porta”, afirma.
Valdilene conta que a fila contava com cerca de 6 mil pessoas em espera, que caiu para, em torno de 3100. Outra especialidade citada pela secretária é a neuropediatria, que também já foi alvo de reclamação da chefe do Executivo, Elisa Araújo, devido à escassez de profissionais no mercado.
“Ela é um gargalo muito grande a nível de Brasil também. Nós não temos especialistas hoje, se vocês acompanharem, uma consulta particular está demorando 56 meses para conseguir uma consulta com neuropediatra que nem muito caro, de R$700, R$800 uma consulta, os convênios também”, relata.
A secretária ressalta que os prestadores de serviço, como o Hospital de Clínica da UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro), também lidam com os desafios da escassez de mão-de-obra. “Pela lista nacional de concursos públicos, eles têm chamado bastante. E a gente sabe a dificuldade que eles também têm na disponibilidade desses profissionais que passam em concurso, de vir para Uberaba. Como eles fazem o processo de concurso nacional, na hora que convoca muitos não querem vir para cá porque já estão estabelecidos em outras cidades”, finaliza Valdilene.