Assistente social ficou revoltado ao encontrar dificuldade de atendimento na área de ortopedia, no período noturno, para senhora de 62 anos com fratura no braço. Na noite de quinta-feira (2), Ézio dos Santos esteve na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) São Benedito acompanhando a mulher que havia quebrado o braço. No local, o clínico geral confirmou a fratura, mas pediu para que retornasse na sexta-feira pela manhã, pois não havia ortopedista para atendimento noturno.
“Fiquei indignado com a resposta que recebemos deste médico. Ele nos dispensou, receitou remédio para dores, para que ela suportasse esse incômodo durante toda a noite em casa, pois não havia mais o que fazer, somente um ortopedista poderia colocar tala ou gesso, se necessário. Pedi para falar com o superior, é inaceitável uma idosa de 62 anos ter de passar por essa situação, o osso é mais sensível, mas ele me disse que o único superior a ele era o secretário de Saúde, Fahim Sawan”, explica Ézio.
Preocupado com a senhora, o assistente social tentou buscar ajuda nos hospitais particulares, mas, assim como a UPA, não havia ortopedista durante as 24 horas do dia. Esteve também no Hospital de Clínicas, mas o local não possui pronto-atendimento, somente recebe encaminhamento de paciente que estão na UPA ou em caso de urgência, como fratura exposta. “Tentamos todas as alternativas, e ela teve de voltar para casa com o braço quebrado. Na manhã de ontem foi à UPA novamente e, apesar da espera por cerca de quatro horas, conseguiu ser atendida por um ortopedista”, explica Ézio, ressaltando que quando esteve na UPA pôde presenciar diversas situações, pacientes esperando por atendimento, como um senhor que havia sido atropelado, quebrou o braço e, assim como a idosa, também esperava por ortopedista.
Segundo Ézio a situação é revoltante, pois “não existe hora para se machucar e, por isso, o profissional deve estar disponível sempre que necessário”.