CIDADE

Família de idosa que foi a óbito na UPA leva a denúncia ao MP

Familiares da idosa de 79 anos que foi a óbito na UPA São Benedito no último dia 3, após suposto erro cometido por técnica em enfermagem

Thassiana Macedo
Publicado em 10/08/2017 às 07:09Atualizado em 16/12/2022 às 02:09
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Familiares da idosa de 79 anos que foi a óbito na UPA São Benedito no último dia 3, após suposto erro em procedimento adotado por uma técnica de enfermagem, procurou a promotora de Defesa da Saúde, Cláudia Alfredo Marques Carvalho. Segundo as informações obtidas pelo JM, a profissional teria aplicado a dieta na veia da paciente, que se encontrava em atendimento na unidade desde 31 de julho.

De acordo com Julimar de Oliveira, esposo da sobrinha da idosa, a família não está buscando a Justiça a fim de receber indenização de qualquer tipo, pois isso não trará o ente querido perdido. Segundo ele, o objetivo é evitar que situações como essa não voltem a se repetir.

Conforme a representação da família ao Ministério Público, a idosa encontrava-se internada em instituição de longa permanência por ser portadora de anemia crônica, hipotireoidismo e depressão. No dia 21 de julho, ela foi diagnosticada com pneumonia por médico que atende no Lar André Luiz, onde foi iniciado o tratamento. Porém, como a idosa começou a apresentar dificuldades para se alimentar, a família a encaminhou à UPA São Benedito para colocação de sonda alimentar.

No dia 29, a idosa retirou a sonda e, diante da falta de alimentação, bem como das queixas de dores, ela foi encaminhada à unidade no dia 31 de julho. Após avaliação, no dia 1º de agosto foi colocada uma nova sonda alimentar, porém teria sido constatado que a sonda não havia alcançado o lugar correto e foi ajustada somente à 0h do dia 2, sendo que a alimentação somente foi administrada de manhã. Essa demora causou estranhamento à família, pois a idosa ficou sem se alimentar por cerca de três dias.

Antes da ocorrência, a idosa passou mal, sendo estabilizada pela equipe médica. No dia 3, à tarde, a idosa começou a apresentar falta de ar. À noite, o quadro se agravou e a acompanhante acionou o serviço de enfermagem. Ela relatou que a profissional que averiguou a situação ordenou que as aplicações fossem retiradas imediatamente e percebeu grande desespero por parte dos profissionais, que comentaram que a alimentação nasoenteral havia sido aplicada no acesso venoso, sendo que a enfermeira que havia cometido o erro teria saído gritando pelos corredores da UPA. Devido à falta de ar, a idosa foi encaminhada à sala de urgência, porém não foi possível reverter o quadro e ela foi a óbito.

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