Atraso para entrega de medicamento pela Farmácia de Acolhimento volta a gerar problemas a usuário. Desta vez, o problema é verificado com o filho da escriturária Cassilda Silva Cardoso Assis, que toma diariamente remédio para doença no fígado e precisa de uma caixa por semana, que custa em média R$ 130 cada. Por conta dos custos, ele protocolou processo administrativo em 2013, mas desde setembro do ano passado o medicamento está em falta, e por isso vem comprando em farmácias.
Cassilda optou pelo processo administrativo para solicitar o remédio, evitando a ação judicial, com objetivo de agilizar a compra e por ser mais fácil para que o município faça a aquisição. “Segui a orientação, mas não recebo o remédio há meses. No início, apesar de atrasos, ele era entregue, mas agora não vem mais. Ligo na Farmácia de
Acolhimento com frequência e a resposta é sempre a mesma, que não tem no estoque. Enquanto isso, os gastos estão aumentando, meu filho não pode ficar sem esse remédio”, explica.
Caso não tome o medicamento, o filho de Cassilda tem reações por conta da doença, sente muita coceira a ponto de machucar a pele. E, além disso, prejudicar o tratamento pode levar a medidas mais severas, como a necessidade de transplante do fígado. “Estou preocupada, já falei com vários funcionários na Secretaria, inclusive com o próprio secretário Marco Túlio Cury, e me disseram que preciso esperar a conclusão do processo de licitação”, afirma.
E este foi o mesmo posicionamento encaminhado pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde ao Jornal da Manhã. De acordo com a Secretaria, esta medicação está sendo adquirida, junto aos demais processos administrativos que se encontram em andamento. O estágio é de finalização da compra, que foi feita para 12 meses de abastecimento.