Pessoas em situação de vulnerabilidade temporária por falta de alimentação concentraram a maior parte das concessões do Benefício Eventual Municipal em 2025, com 1.195 atendimentos. Ao todo, o programa atendeu 1.475 beneficiários no ano passado, incluindo casos relacionados a óbito, apoio a mulheres, situações de calamidade e outras demandas emergenciais.
O Benefício Eventual é concedido em situações como morte, nascimento, vulnerabilidade temporária, violência contra a mulher e calamidades públicas ou emergências. Em 2025, os atendimentos distribuíram-se principalmente entre vulnerabilidade alimentar, com 1.195 casos, seguida de apoio a mulheres em situação de risco, 210; óbitos, 254 encaminhamentos para jazigo social e 113 serviços funerários; nascimento, 28; e pequenas demandas ligadas a calamidades públicas, como alimentação (30), perda de bens móveis (7) e aluguel social (5).
O secretário de Desenvolvimento Social, Ernani Neri, destacou que a pasta faz acompanhamento mensal das famílias para garantir que os recursos cheguem a quem realmente precisa. Segundo ele, “a maior dificuldade das equipes é lidar com alterações na renda das famílias, que podem variar mês a mês. Se a renda aumenta, automaticamente o benefício é ajustado. Por isso, esse acompanhamento constante é fundamental”.
O valor do Benefício Eventual em 2026 é de R$ 305,47, corrigido pelo INPC e retroativo a 1º de janeiro, destinado a moradores de Uberaba com renda per capita de até 25% do salário-mínimo. Os benefícios podem ser solicitados nos Cras, Creas ou outros equipamentos vinculados à Seds, sempre respeitando os critérios e prazos definidos pela legislação municipal.
Além do programa municipal, Uberaba também atende famílias pelo Bolsa Família, do Governo Federal. Em 2025, 14.951 famílias receberam o benefício, número ligeiramente menor que em 2024, quando 15.500 famílias foram atendidas. Sobre o acompanhamento, Neri explicou que “o Governo Federal encaminha nomes de beneficiários com inconsistências, que devem ser verificadas in loco, seguindo orientação do próprio programa”.
Os números reforçam que a vulnerabilidade alimentar continua sendo a maior demanda de assistência social na cidade, mas que o programa também cobre emergências de diferentes tipos, garantindo apoio imediato e acompanhamento contínuo das famílias.