O plano de manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia Hidrográfica Rio Uberaba está previsto para ser publicado amanhã e especialista alerta sobre os cuidados necessários para cuidar do local. Estuda-se sobre a possibilidade de ocupação de uma parte da área por meio de vendas de loteamento.
A APA foi criada pela Lei Estadual n° 12.183 de 21 de Janeiro de 1999,e é um tipo de Unidade de Conservação (SNUC), destinada à conservação da biodiversidade, utilizando os recursos naturais de forma sustentável, estabelecendo modelos de desenvolvimento. Um dos objetivos é conciliar as atividades humanas com a preservação e proteção dos recursos naturais.
O geólogo José Cláudio Campos trabalha com gestão de recursos hídricos e explica que a bacia hidrográfica é a maior produtora de água de Uberaba, mas é recurso finito que precisa ser bem monitorado. Ele alerta que a ocupação humana, como está sendo estudada por meio de loteamento, pode gerar desequilíbrio ambiental na região.
Uma alternativa que o profissional aponta é o armazenamento de água por meio de infiltração, artifício que que faz uma ligação, dentro do subsolo, para migrar a água até o rio, na chamada zona de descarga. “É uma alternativa demorada, que pode levar até dois anos, mas é uma forma de tentar minimizar os impactos humanos”, complementa.
José Carlos ainda explica que as consequências da ocupação humana na Área de Proteção Ambiental do Rio Uberaba podem impactar na qualidade da água que é entregue nas casas do uberabense.
De acordo com o especialista, em uma possível escassez de água e necessidade de uma nova alternativa de captação, o tratamento realizado pela Codau deveria ser alterado e isso geraria custos. “Pode-se tentar olhar para o Rio Grande, mas as cidades que ficam ao longo, despejam esgoto e a qualidade da água não é boa e com esse tratamento da Codau não são retirados esses elementos químicos”, alerta.
Para o geólogo a melhor alternativa é a preservação da bacia do Rio Uberaba através de programas de conscientização, mapeamento geológico, poços de monitoramento para realizar escoamento artificial e programas com produtores rurais para minimizar os impactos