Cerca de 700 leitores do JM Online opinaram sobre a eficácia das políticas públicas de controle e prevenção da Aids
A luta contra a Aids é tema recorrente para a saúde pública. No dia 1º de dezembro foi comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a Aids e o controle e a prevenção da doença estiveram em pauta na Enquete JM durante a última semana. Com 738 participantes, 18,3% acreditam na eficiência das políticas públicas.
Enquanto 56% não acreditam na eficácia que essas políticas proporcionam para a prevenção e o controle da doença sexualmente transmissível, outros 25,7% dos participantes afirmaram que não sabem quais são essas políticas. O fato mostra uma situação preocupante para o município, visto que, de um universo de 100% dos opinantes, a parcela que acredita no êxito da política é menor do que a que desconhece.
Analisando os números, a agente do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA), Maria Clara de Vasconcelos afirmou que as pessoas despreocuparam com a Aids e com o uso do preservativo. “Tudo que é oferecido para a sorologia do HIV, depois o tratamento, incluindo o medicamento, é dado pelo Governo. As pessoas desacreditaram da doença e estão deixando de lado a prevenção”, opinou.
Para Maria Clara a facilidade encontrada no tratamento hoje tem sido usada como “desculpa” para que as pessoas não se previnam. “Elas conhecem a possibilidade de contaminação, porém, não acreditam nisso porque as coisas estão bem mais fáceis hoje. As pessoas não morrem mais como antigamente e o acesso ao medicamento é mais simples. Com isso, a população só sabe dizer que a saúde pública não está recebendo investimento, mas está sim. Nós fazemos palestras, divulgamos, investimos e trabalhamos na prevenção e combate ao HIV/Aids”, afirma.
Aids em números. Maria Clara de Vasconcelos afirmou ainda que cerca de 1.164 pacientes com HIV ou Aids estão em tratamento no CTA Uberaba. Além disso, explicou que a Secretaria Municipal de Saúde ainda não fechou os números de contaminados com HIV de 2015. Porém, o Hospital de Clínicas apontou um total de 2.800 pessoas que possuem a doença na regional de Uberaba - que inclui 27 municípios -, destes, apenas 1.700 pacientes fazem o tratamento contínuo.