O Seminário foi realizado, em parceria, pela Amvale, Cistrisul, Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde e Prefeitura de Uberaba
Foto/Sebastião Santos/PMU
Rui Ramos, presidente do Cistrisul, advertiu que o "momento é de preocupação" para o setor de saúde
As políticas e estratégias para promover a equidade (igualdade no atendimento) e romper com as barreiras de acesso aos serviços de saúde foram temas abordados no Seminário Regional sobre Equidade em Saúde, atividade realizada ontem em Uberaba. Um dos grandes desafios para efetivação dessas políticas é fazer com que todos os atores envolvidos compreendam o seu papel na promoção da equidade em saúde.
Representando o Ministério da Saúde, Esdras Pereira, assessor técnico do Departamento de Apoio à Gestão Participativa, apresentou os avanços e desafios da implementação das políticas de equidade em saúde no âmbito do SUS (Sistema Único de Saúde). “Hoje, nosso grande desafio é a sustentabilidade, equilibrando os recursos à demanda da população”, observou. Citou que, nesses 28 anos de SUS, “o Brasil mostra para o mundo que saúde não é mercadoria, mas um direito humano”, além de defender o desenvolvimento de ações conjuntas nos três níveis de governo. Esdras, no entanto, assinalou que o acesso universal não é homogêneo, em especial para gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais, negros, indígenas, população em situação de risco, entre outros grupos vulneráveis. Ele enalteceu a preocupação das entidades e órgãos parceiros que se uniram na realização do evento.
“Construir saúde é construir um país mais forte”, diz. “Nosso desejo é de que, cada vez mais, a saúde em Uberaba e região tenha um nível de atendimento equivalente. Com as dificuldades do momento, é necessária a busca de saídas, como o que estamos vivenciando neste seminário”, comentou o secretário-adjunto de Saúde de Uberaba, Evaldo Espíndula, que, na oportunidade, representou o prefeito Paulo Piau.
O presidente do Cistrisul (Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Macrorregião do Triângulo Sul), Rui Ramos, advertiu que “o momento é de preocupação”, ao citar que “todas as prefeituras têm investido mais de 15% na área, algumas chegam investir de 25% a 28%; Frutal, por exemplo, destina em torno de 30% dos recursos orçamentários para a saúde. Por mais que a gente faça, a população não está satisfeita”, diz.
O Seminário foi realizado, em parceria, pela Amvale, Cistrisul, Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde e Prefeitura de Uberaba, através da Secretaria de Desenvolvimento Social.