Período mais seco e com temperaturas mais amenas favorece a oferta de alguns produtos cujos preços ficam mais acessíveis nesta época
Foto/Neto Talmeli
João Carlos Caroni, orientador de preços da Ceasa, diz que quando o varejista adquire produtos com os preços mais baixos, a tendência é que haja repasse ao consumidor
Doze produtos comercializados na Central de Abastecimento do Vale do Rio Grande (Ceasa) apresentaram queda de preços na cotação semanal, outros doze alimentos mantiveram os valores iguais aos da última cotação e apenas cinco aumentaram.
Conforme o orientador de preços da Ceasa, João Carlos Caroni, a queda nas temperaturas nas últimas semanas influenciou a elevação de preços de alguns produtos na central, como o da caixa de 17 quilos do jiló, que subiu de R$40 para R$50, e o da caixa de 16 quilos da banana nanica, de R$20 para R$25. “A mudança climática inibe a produção desses produtos. Então, a produção diminui e, consequentemente, a oferta de mercado também, mesmo que alguns desses produtos sejam produzidos em outras regiões”, avaliou.
Na contramão desse aumento, doze produtos na central de abastecimento apresentaram queda nos preços, como a caixa de 22 quilos do tomate Santa Cruz, de R$60 para R$50, e a caixa de oito quilos do mamão Avaí, que ficou R$20 mais barata e agora é comercializada por R$30. “O preço do mamão, por exemplo, há um ou dois meses estava muito elevado para o consumidor, mas agora já se normalizou. Quando aumenta essa oferta no mercado, a tendência do preço é diminuir mesmo”, explica João Carlos Caroni.
Por isso, o consumidor deve ficar atento. Na avaliação do orientador de preços da Ceasa, uma vez que o varejista adquire produtos com os preços mais baixos na central, a tendência é que ele também repasse essa queda aos clientes. “Orientamos que o consumidor fique alerta aos produtos na hora da compra, no sentido de ver aqueles que estão com oferta e quais devem ficar mais baratos”, salienta.