CIDADE

Hospital de Clínicas UFTM realiza mutirão de cirurgias de cataratas

Medida integra a Política Nacional de Procedimentos Cirúrgicos Eletivos de Média Complexidade com o objetivo de reduzir a fila na especialidade de oftalmologia

Thassiana Macedo
Publicado em 08/07/2013 às 09:37Atualizado em 19/12/2022 às 12:06
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Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) realizou, até ontem, o primeiro mutirão de cirurgias do ano pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O atual mutirão era destinado à redução da fila para procedimentos eletivos na especialidade de oftalmologia, com foco em catarata, mas outras cirurgias coletivas estão sendo definidas para outras especialidades, cujas filas também são grandes.

A medida integra a Política Nacional de Procedimentos Cirúrgicos Eletivos de Média Complexidade e foi realizada em 10 hospitais universitários localizados em cinco regiões do país, cuja meta é atingir o total de 820 procedimentos. A operação para correção da catarata – perda da transparência do cristalino, lente natural do olho – é uma das mais procuradas pela população usuária do sistema público de saúde, e a iniciativa tem o objetivo de reduzir as filas.

Segundo o responsável pela Ouvidoria e pelo Serviço de Informação ao Cidadão do HC-UFTM, Evandro Souza, 80 pacientes de Uberaba e região que estavam na fila de espera para a cirurgia de catarata foram selecionados para este mutirão. Eram pacientes que já haviam passado pelos procedimentos pré-operatórios e tinham condições clínicas favoráveis à cirurgia. “Esse mutirão é uma proposta do Ministério da Saúde aos hospitais universitários para diminuir a fila para cirurgia de catarata. Houve a percepção que aumentou a fila e que as pessoas estão demorando a ser atendidas. A expectativa é manter esses mutirões até reduzir a fila de espera, que hoje chega a cerca de 500 pessoas”, explica.

Ainda através da Política Nacional de Procedimentos Cirúrgicos Eletivos de Média Complexidade, estão previstos para o segundo semestre deste ano outros dois mutirões, sendo um destinado a cirurgias nas áreas de oncologia, em parceria com o Hospital Hélio Angotti, ginecologia e próstata e outro destinado a cirurgias gerais, como ortopedia, por exemplo. Evandro Souza lembra que os pacientes atendidos pelos mutirões serão aqueles já cadastrados pelos hospitais e que já aguardam nas filas pela realização da operação. “As filas são geradas por falta de equipamentos e de médicos, porque é necessária a abertura de concurso para contratação de cirurgiões, o que foi conseguido para a realização dos mutirões. Inclusive, esse mutirão vem de encontro à inauguração do novo bloco cirúrgico de oftalmologia do ambulatório da Funepu, que foi todo aparelhado para estas cirurgias, ficando desvinculado do bloco cirúrgico do hospital, o que proporcionará mais agilidade aos procedimentos”, completa Souza.

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