Projeto de mais de R$ 250 milhões prevê hospital, laboratórios e centro de inovação para atender 87 municípios
(Foto/Divulgação)
A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) e a Hospital Hélio Angotti oficializam nesta segunda-feira (11) a parceria para implantação do chamado Hospital do Futuro, projeto que prevê a criação de um campus de inovação em oncologia e a ampliação da estrutura de atendimento ao câncer em Uberaba e região.
Em entrevista ao programa Pingo do J, o conselheiro do Hospital Hélio Angotti, Felipe Toledo, explicou que o projeto é resultado de um processo de articulação de longo prazo entre as instituições. Ele destacou o caráter estruturante da iniciativa. “Esse protocolo foi uma conquista de praticamente dois anos de trabalho, junto ao grupo da UFTM e do Hospital Hélio Angotti, para que a gente construísse uma parceria que possa levar para o Hospital do Futuro um atendimento ao câncer de forma completa”, afirma.
Toledo reforça que o modelo prevê integração entre diferentes áreas do conhecimento, mantendo a autonomia institucional, mas ampliando a cooperação. “Hoje nós funcionamos como duas unidades independentes, essa independência funcional continua mantida. Entretanto, vão compartilhar espaços na nova estrutura para que residentes, alunos e profissionais possam exercer uma oncologia de ponta”, disse.
A proposta inclui a criação de um ambiente acadêmico ampliado, com participação de estudantes de graduação, residentes e profissionais de diversas áreas. Segundo ele, a ideia é tornar o complexo um polo de formação multidisciplinar. “Vai exigir uma multidisciplinariedade incrível. É aberto para outras disciplinas, inclusive áreas não médicas”, explica.
O projeto também prevê etapas de implantação progressiva. De acordo com Toledo, a primeira fase será a formação de um comitê gestor para definir as ações iniciais. “A gente tem que lembrar que é um projeto bastante ousado, de longo prazo, que vai perpassar por várias gestões”, pontua.
O investimento total estimado ultrapassa R$ 250 milhões e inclui hospital, centro de inovação, laboratórios e estrutura de pesquisa. O conselheiro destaca que o financiamento dependerá de diferentes fontes e articulações institucionais. “É muita coisa que vai vir para Uberaba, que hoje nós não temos disponível para o SUS”, disse.
A expectativa é que o projeto seja implantado em fases ao longo dos próximos anos, com impacto direto na ampliação da assistência oncológica para mais de 3 milhões de habitantes em 87 municípios do Triângulo Mineiro e regiões vizinhas.