Por sentir forte dor durante consulta no Hospital de Clínicas, ela foi liberada a voltar para casa sem qualquer tipo de exame
Demora na liberação de vaga para internação de idosa revolta família. Segundo o relato, a paciente Ernestina Maria Correia, 89 anos, está com o braço inchado desde outubro de 2011. E, por sentir forte dor durante consulta no Hospital de Clínicas no início do ano, ela foi liberada a voltar para casa sem qualquer tipo de exame ou medicamento.
A idosa mora com Irani Lopes, esposa do neto da paciente. Ela ressalta que as dores intensas levaram a família a acionar o Samu no início de fevereiro. Com isso, Ernestina foi encaminha à Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) São Benedito. “Quando ela estava no HC, deveria ter algum meio para que ela fosse medicada ou tivesse algum acompanhamento. Ela estava dentro da unidade. No entanto, na UPA, parece que foi constatado que ela tem câncer no braço. Está muito inchado. Ela não consegue dormir e sempre escutamos ela rezar de tanta dor”, disse Irani.
Ela acrescenta que, depois de ter sido medicada na UPA, foi liberada, mas com o encaminhamento para internação, pois ela não poderia ficar na unidade por causa do ferimento. Depois de cerca de um mês, ela continua esperando leito. Irani conta que no último fim de semana a paciente voltou a sentir dor intensa. “Ela está com uma ferida exposta e saiu muita secreção. Eu liguei no acolhimento, mas não consegui falar com ninguém. Eu não sei se existe alguma relação. No encaminhamento, consta como cirurgia plástica. Porém o problema dela não é estético”, ressalta.
Na terça-feira (13), o marido de Irani retornou ao HC e mostrou as imagens na Ouvidoria. “Mesmo assim, eles informaram que não havia vaga. Mas como que eles mandam a pessoa embora para casa com este problema?!”, questiona Irani.
Procurado pela reportagem, o Hospital de Clínicas informou que está levantando os dados e se posicionaria nesta quinta-feira (15).