Igreja Católica em Uberaba vai realizar mudanças na formação de noivos para o matrimônio. A partir do ano que vem o encontro preparatório para noivos será por acolhimento. O modelo foi definido durante a Assembleia do Povo de Deus, realizada na semana passada, e será adotado depois da capacitação dos agentes pastorais, e a expectativa é que até março de 2017 a nova metodologia esteja em vigor.
De acordo com o monsenhor Célio Pereira de Lima, não haverá mais aquele modelo tradicional realizado em algumas horas, em que as paróquias recebem diversos casais. A partir do ano que vem o modelo do encontro de preparação para noivos será por acolhimento, quando forem iniciar o processo, que deve ser três meses antes da data do casamento. Os noivos serão encaminhados a um casal da paróquia, para que este possa acolhê-los e dar a formação necessária para receber o sacramento. “Isso acontecerá não mais na igreja, naquele método em que o casal participa de um curso de horas. Agora será na casa dos nossos agentes. Teremos casais preparados para dar esse curso. Será em alguns dias, em que o casal vai até a casa da família, ou os noivos visitam a casa deste casal, repassando todas as informações necessárias, de uma maneira mais próxima, conhecendo cada realidade”, explica o monsenhor.
Outra novidade decidida a partir da assembleia é a formação de uma comissão que levará o nome de Vida e Família. De acordo com o monsenhor Célio, será uma comissão comum para direcionar um trabalho em conjunto de todas as pastorais e movimentos que cuidam de problemas relacionados à família. “O papa Francisco insiste muito para que nossa Igreja seja acolhedora, misericordiosa, que não faça distinção. Então, com essa comissão queremos ir ao encontro de todas as famílias e compartilhar com elas a realidade em que vivem. Nem todas são daquele modelo tradicional, com pai, mãe e filhos, existe hoje uma gama imensa de modelos de famílias”, explica o padre Célio.
Hoje, na Pastoral Familiar, existem três setores: pré-matrimonial, que vai cuidar da preparação dos noivos; o pós-matrimonial, que são os grupos que se encontram para falar sobre as famílias, e os casos especiais, que são os casais de segunda união e os casais homoafetivos. “Em todas essas mudanças a Igreja deve contemplar e amar. A Igreja está se abrindo, mas o povo também precisa deixar o preconceito de lado, pois todos nós somos filhos de Deus”, finaliza o monsenhor.