Sem alarde, o fogo começou debaixo da montanha de serragem acumulada em depósito localizado na avenida Acylino Ribeiro
Sem alarde, o fogo começou debaixo da montanha de serragem acumulada em depósito localizado na avenida Acylino Ribeiro de Lima Neto, no Distrito Industrial 1, e gerou preocupação entre os empresários da região. O incêndio subterrâneo foi descoberto por conta da fumaça que, depois de muito tempo, começou a se propagar.
Segundo o administrador de uma empresa próxima a área, Clóvis Bartot, alguns empresários se manifestaram desde o início do ano, quando a manipulação do material começou a ser feita. “Procuramos o Ministério do Trabalho umas cinco vezes e também a Secretaria de Meio Ambiente, porque a poeira atrapalha os trabalhadores da confecção que fica ao lado”, pontuou. De acordo com Clóvis, em julho a situação se agravou e, já prevendo o perigo das chamas, que poderiam destruir também um setor de reciclagem que funciona junto ao espaço, ele tentou mobilizar autoridades.
A equipe de bombeiros atua no combate ao fogo desde as 9h da manhã de ontem, e, segundo o sargento Gustavo, não há previsão para finalizar os trabalhos.
À frente da operação, ele explicou que o material possivelmente era utilizado em processo de queima em caldeiras e que sofreu combustão espontânea, já que se tratava de madeira misturada a produtos químicos. “A principal dificuldade está em conter o foco do incêndio, sem auxílio de maquinário, e fazer a remoção do material, que queima há vários dias”, observou.
Segundo o diretor de Controle Ambiental Gustavo Araújo, a Secretaria de Meio Ambiente, já autuou o proprietário durante vistoria. Ele esclareceu que a empresa era prestadora de serviço e o material é proveniente da Satipel, que faz parte da junção com a Duratex. Gustavo destacou que se trata de placas de madeira que não passaram no controle de qualidade.
De acordo com o diretor da Semat, a pasta solicitou o planejamento dos responsáveis, mas o proprietário entrou com processo de concordata e afirma não ter condições financeiras para retirar o material da área, que necessita de planejamento ecológico, econômico e social. A informação é de que, apesar de apresentar licença ambiental e alvará de funcionamento regular, a empresa paralisou as atividades e o material ficou estocado, por essa razão hoje a Semat realizará nova inspeção no espaço.