AGRONOMIA

Iniciação científica conecta alunos da Fazu ao mercado de trabalho

Publicado em 06/12/2024 às 15:07
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Pedro Américo e Matheus que conseguiram na pesquisa oportunidades no mercado de trabalho (Foto/Divulgação)

Mesmo vindo de uma família com propriedade rural, Pedro Américo Castanheira, aluno do curso de Agronomia da Fazu (Faculdades Associadas de Uberaba), não tinha vivência no agro antes de ingressar na Fazu, em 2022. “Eu morava em Brasília, era uma cara bem urbano e pouco agro. Mesmo assim, decidi fazer Agronomia na Fazu, comecei a gostar da área e logo consegui um estágio na Ubyfol, onde tive meu primeiro contato com a pesquisa,” relembra.

Com o incentivo de Matheus Ferreira, egresso da Fazu e pesquisador sênior da Ubyfol, e do professor Diego Fraga, Pedro submeteu um trabalho no Programa de Iniciação Científica da Fazu. Foi então que descobriu sua paixão pela pesquisa. "A pesquisa era sobre o uso de produto biológico em sinergismo com químico para controle do gorgulho-da-cana de (Sphenophorus levis). Esse trabalho foi apresentado no maior congresso de entomologia do Brasil e eu realmente entendi que a pesquisa era realmente algo para o meu futuro," afirma Pedro, que, antes mesmo de concluir a graduação, conseguiu um emprego como técnico de Pesquisa e Desenvolvimento na empresa Inova Agro, em Campo Florido (MG). 

Pedro Américo e seu grande incentivador, o professor e pesquisador Dr. Diego Fraga (Foto/Divulgação)

Formado em Engenharia Agronômica pela Fazu, Matheus Ferreira, grande incentivador de Pedro Américo na pesquisa, também foi incentivado. “Antes mesmo de entrar na faculdade, eu ouvia minha irmã falar das pesquisas que fazia na faculdade dela, e aquilo me parecia muito interessante. Quando comecei a estudar na Fazu, quis logo saber como funcionava o programa de iniciação científica,” relembra Matheus. 

Ao longo do curso, Matheus conduziu três projetos de iniciação científica. Os dois primeiros focaram no manejo integrado de pragas, e o terceiro surgiu após ele iniciar um estágio na Estação de Pesquisa da UbyAgro na Fazu, onde se apaixonou pelo universo da nutrição de plantas. “No meu terceiro projeto, consegui unir as áreas de nutrição e manejo integrado de pragas. Só não fiz mais projetos porque estava finalizando o curso e não era mais possível, senão faria”, brinca o pesquisador.  

O desempenho de Matheus chamou a atenção da UbyAgro, que o contratou. Hoje, ele atua como pesquisador sênior do grupo, responsável pelas pesquisas da empresa. “A iniciação científica na Fazu foi fundamental para que eu desenvolvesse as habilidades necessárias para atuar no setor de pesquisa e inovação,” destaca Matheus, que também leciona disciplinas relacionadas ao solo na Fazu, enquanto finaliza um mestrado em produção vegetal pelo IFTM.

Matheus Ferreira atua hoje também como professor na Fazu (Foto/Divulgação)

Incentivo à Pesquisa

Em 2024, a Fazu ofereceu bolsas por meio do Programa de Iniciação Científica (PIC/PIBIC), financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e também incentivos da própria instituição. As áreas de pesquisa incluíram controle biológico de pragas, irrigação, geotecnologias, inteligência artificial aplicada ao campo e sanidade animal. “Nosso objetivo é despertar o aluno para o desenvolvimento de conhecimento científico. Isso envolve uma metodologia controlada, coleta de dados confiável e a geração de informações que possam resolver problemas práticos do agronegócio,” explica a coordenadora de Projetos e Pesquisas da Fazu, Juliana Jorge Paschoal.

À frente das pesquisas da Fazu, a professora e pesquisadora Juliana Paschoal acumula 16 anos de dedicação à instituição, com conquistas que têm transformado o cenário da pesquisa agropecuária no Brasil. Com doutorado em Qualidade e Produtividade Animal pela FZEA/USP, Juliana iniciou sua carreira na pesquisa científica em 1994, ainda na graduação. Seu envolvimento com ciência e inovação a levou a liderar importantes iniciativas na Fazu, beneficiando não apenas a instituição, mas também o setor agropecuário como um todo.

O aluno de Zootecnia, o boliviano Diego de la Reza Canelas foi destaque na 23ª Jornada Científica, recebendo título de melhor projeto de Iniciação Científica, o certificado de reconhecimento e uma Alexa como premiação. A pesquisa, apoiada pela empresa Wolf Sementes, foi conduzida na Fazenda Escola da Fazu. “Foi uma oportunidade incrível para aplicar o que aprendi em sala de aula em um projeto real e ainda contribuir com resultados relevantes para o setor,” compartilha Diego, que atua como estagiária da Exagro. 

O boliviano busca conhecimento no Brasil para aprimorar a pecuária em seu país (Foto/Divulgação)

As histórias de sucesso dos alunos da Fazu demonstram como a iniciação científica é uma ponte que conecta o aprendizado à realização profissional, transformando sonhos em conquistas no campo do agronegócio. “Formamos profissionais que transformam o agro com conhecimento e inovação. Nosso compromisso vai além da sala de aula, contribuindo diretamente para o mercado e para a sustentabilidade do setor,” conclui Juliana Paschoal.

Juliana é responsável pelas pesquisas na Fazu, atuando fortemente com o mercado (Foto/Divulgação)

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