Especialista avalia que objetivos precisam estar alinhados à realidade cotidiana para preservar a saúde emocional
O início de um novo ano costuma trazer expectativas, planos e resoluções, mas também pode intensificar sentimentos de frustração e ansiedade. Segundo o psicanalista Rodrigo Silveira, estabelecer metas desconectadas da realidade pessoal é um dos principais fatores que impactam a saúde emocional nesse período.
Em entrevista à Rádio JM, o especialista destacou que o começo do ano é marcado tanto pela esperança quanto pela necessidade de ressignificar perdas, lutos e frustrações acumuladas ao longo dos meses anteriores. Esse processo exige reflexão e atenção à saúde mental.
Para o psicanalista, o problema não está em sonhar alto, mas em criar objetivos sem envolvimento real com o processo necessário para alcançá-los. Ele cita como exemplo situações em que a pessoa projeta mudanças, mas não se compromete com ações práticas no dia a dia.
Segundo Rodrigo Silveira, estabelecer objetivos desconectados da prática cotidiana favorece a frustração e a desistência. “Não se trata de fazer sonhos menores, mas de buscar aquilo que é possível construir hoje, com envolvimento real”, explica.
De acordo com o especialista, muitas dificuldades em concluir objetivos estão relacionadas a processos inconscientes, que a própria pessoa nem sempre consegue identificar. “Na psicanálise, buscamos compreender o que está por trás dessas situações que nos impedem de concluir objetivos e de realizar, na prática, aquilo que nos propomos”, afirma.
O psicanalista reforça que o caminho para reduzir a frustração passa pela construção de metas possíveis e compatíveis com o momento de vida de cada pessoa, com envolvimento real no processo, favorecendo a permanência nos objetivos e o cuidado com a saúde emocional.