Até o próximo dia 30, Uberaba realiza a Semana Municipal de Medula Óssea. O objetivo é convidar voluntários a comparecer ao Hemocentro Regional de Uberaba, na rua Getúlio Guaritá
Até o próximo dia 30, Uberaba realiza a Semana Municipal de Medula Óssea. O objetivo é convidar voluntários a comparecer ao Hemocentro Regional de Uberaba, localizado na rua Getúlio Guaritá, nº 250, bairro Abadia, para coleta de sangue e cadastro no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome). Trata-se de lei que resultou de projeto aprovado no ano passado na Câmara Municipal de Uberaba, de iniciativa do vereador Kaká Se Liga.
O exame é simples, rápido e sem dor, levando apenas alguns segundos. É retirado menos de 5ml de sangue e em seguida o material passa por um teste de medula para que, futuramente, possa salvar uma vida. Após a inscrição como doador, o nome do voluntário ficará registrado no Redome e assim que for encontrado um paciente compatível, a instituição entrará em contato para concretizar a doação. A retirada da medula para a doação é um procedimento sob anestesia que leva duas horas e não dói. Em poucas semanas a medula estará totalmente recuperada.
Para salvar vidas, toda doação é importante. Enquanto a rede mundial é composta por cerca de 24 milhões de doadores, segundo o Ministério da Saúde, são mais de 3,240 milhões de doadores cadastrados no Brasil, número 27.000% maior que o total de registros em 2000, quando havia 12 mil voluntários inscritos. Por isso, Redome é atualmente o terceiro maior registro mundial de doadores voluntários de medula óssea, mas ainda está longe do ideal. O banco precisa aumentar o número de doadores das etnias negra, indígena e asiática, dos quais atualmente é carente.
Em 2011, foram realizados um total de 1.732 transplantes, o que representa um crescimento de 7,2% em relação a 2010. Hoje, há mais de 1.200 pessoas aguardando pela identificação de um doador de medula óssea no país. E apenas mais de 100 pessoas aguardam por um transplante não aparentado de medula óssea, já com doador identificado e selecionado.
Para a doação voluntária, é preciso estar em bom estado de saúde, já que o doador não pode correr nenhum risco. Para fazer parte do cadastro, a pessoa deve ter de 18 a 55 anos e não sofrer de câncer ou doenças infecciosas e sanguíneas, como HIV, hepatite, sífilis, mal de Chagas e malária, as quais podem ser transmitidas por meio do transplante e impedem uma pessoa de se tornar doadora de medula óssea. Durante a gravidez, as mulheres também não podem fazer a doação, sendo preciso esperar o bebê nascer.