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José Peixoto lembra que o empresário não pode deixar de pensar positivo
Presidente da Aciu, José Peixoto, não prevê melhoras na economia para este ano. De acordo com ele, os principais setores que hoje sofrem com a queda na economia do país é a indústria e o comércio, e para enfrentar essa situação sem fechar as portas é preciso mais do que a criatividade, ter precaução.
Apesar das dificuldades, Peixoto diz que o empresário não pode deixar de pensar positivo, não deve permitir que a luz do fim do túnel se apague completamente; mesmo que seja pequena, ela deve existir. “Vamos acreditar que vai melhorar, mas, para isso, é preciso bom senso e mudanças econômicas, administrativas e políticas. Porém, para este ano tenho certeza de que vamos terminar com números ruins, por isso devemos nos preparar”, diz.
Portanto, nesta situação atual, Peixoto diz que o empresário deve se precaver; precisa ter uma estabilização econômica para depois ser criativo. “Por isso, em primeiro lugar, ele deve criar um capital de giro próprio; se possui um estoque grande ou não, deve reduzi-lo em um giro de 30 dias; se for maior que isso, deve baixar o estoque; deixar de comprar coisas que não são necessárias; reduzir o consumo de energia de forma mais coerente; trabalhar com lucro coerente e, quanto ao corte de funcionários, essa é uma situação relativa, pois se desfizer de um funcionário chave, o prejuízo pode ser maior. O empresário, de modo geral, sabe quem ele pode cortar e provavelmente já adotou essa medida. Está no limite e, por outro lado, não é contratando novos trabalhadores que vai conseguir resolver o problema”, argumenta Peixoto.
Para finalizar, o presidente classista destaca que, se o consumidor não está comprando, não é por medo da situação econômica do país. “É porque não tem como consumir, uma vez que todos os tipos de impostos e taxas precisam ser repassados para a população, o que acaba refletindo no poder aquisitivo”, conclui.