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Lideranças reivindicam medidas para incentivar economia regional

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 13:52
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Lideranças classistas de Uberaba aprovam a condução do governo federal neste período de crise financeira, mas reivindicam, com urgência, novas medidas para diferentes setores da economia regional. Para o presidente do Sindicato Rural de Uberaba, Rivaldo Machado Borges Junior, e para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), Fakher Azor Fakhouri, pelo menos até agora 2009 não tem sido um ano negativo para a cidade e mesmo para o país, devido à crise financeira.   “Embora ainda seja prematuro julgar estes acontecimentos e as reações dos governos, por enquanto a economia está caminhando e não sentimos a crise como os países de Primeiro Mundo. Ainda temos uma perspectiva de crescimento de 1,5% neste ano. Portanto, não será negativo como nos EUA, no Japão e na Europa”, avalia Rivaldo. Fakher também endossa o discurso do presidente do Sindicato Rural. “As ações do governo federal, como a redução do IPI e o pacote para o setor da construção, têm dado resultados. Todas estas medidas para conter a crise são bem-vindas. E até as possíveis compras de alguns bancos mostram que o Banco Central está bem preparado para enfrentar as eventualidades que possam surgir”, afirma.   Mas, para os dois líderes classistas, ainda faltam medidas para que as empresas, os lojistas e os produtores rurais não sejam atingidos em cheio pela crise nos próximos meses. “No setor agropecuário, o governo precisa dar a garantia de lucro mínimo. O produtor necessita de uma política econômica mais acessível. É uma reivindicação antiga da classe e, até hoje, governo algum deu esta condição. Não houve nem haverá retração na procura pelos produtos alimentícios. Não é à toa que existe esta projeção de crescimento para este an o setor agropecuário, certamente, terá papel decisivo nessa façanha, devendo ser responsável por R$ 50 bilhões de faturamento”, explica.   “Portanto, o governo tem que olhar para isso e atender a estes anseios da categoria. Não é ajudar, mas sim valorizar por merecimento”, completa. Enquanto isso, Fakher cobra redução das taxas de juros e imediata reforma tributária. “Não só o comércio como também as próprias indústrias precisam dessa mudança para conseguir reduzir os custos e fortalecer as vendas. Os juros ainda estão muito altos”, conclui. (FN)

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