CIDADE

Médicos peritos do INSS param no país e Uberaba adere à greve

Peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entraram em greve na sexta-feira, 4, em todo o país, inclusive em Uberaba, em movimento generalizado, promovido pela ANMP

Thassiana Macedo
Publicado em 06/09/2015 às 18:11Atualizado em 16/12/2022 às 22:25
Compartilhar

Peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) entraram em greve na sexta-feira, 4, em todo o país, inclusive em Uberaba, em movimento generalizado, promovido pela Associação Nacional dos Médicos Peritos (ANMP). Eles se juntaram aos servidores administrativos do órgão, que estão paralisados há quase dois meses, por tempo indeterminado. Oficialmente, o INSS recomenda ao cidadão que tenha perícia agendada ou queira tirar dúvidas, que ligue na central de atendimento 135.

De acordo com o delegado da ANMP na Gerência de Uberaba, Renato Miranda Marques, dos 34 médicos peritos atuando nas 13 agências da jurisdição da gerência, 21 entraram em greve no dia 4 ou entrarão no próximo dia 8, mantendo o mínimo legal de 30% do atendimento. Na agência de Uberaba, dos 9 médicos em serviço, 6 devem aderir à greve.

Marques destaca que a orientação da entidade é que a paralisação siga o esquema de escala, cabendo ao INSS organizar o atendimento às prioridades. Neste sentido o órgão definiu como prioridades as perícias iniciais, perícias de retorno antecipado e, depois, as demais perícias. Mesmo assim, o impacto mais significativo será sentido pelos beneficiários em busca de aposentadoria por invalidez e auxílio-doença.

O delegado reforça que a reivindicação básica da categoria é para melhoria das condições de trabalho. “A carga horária para nossa atividade é muito estressante e somos muito cobrados. Ficamos entre o segurado que nos cobra e o INSS que aperta do outro lado. O INSS deveria orientar a população sobre o que é o auxílio-doença e mudar o nome para auxílio-incapacidade, pois gera muita agressão quando a população não entende que está doente, mas tem condição de trabalho. Por isso, somos vistos como vilões, mas somos funcionários. Quanto a salário, não pedimos nem um reajuste, mas uma recomposição das perdas inflacionárias”, ressalta.

Renato Marques afirma que desde 2010 essa realidade vivida pela categoria resultou na desoneração de 2.500 médicos peritos do INSS. “Nenhuma outra carreira federal tem um índice de desoneração tão alto. Somos muito cobrados por fila. Eles nos falam que o objetivo é uma fila de no máximo 15 dias; quando atingimos a meta, eles reduzem para 12 dias; então, às vezes precisamos fazer mutirão para atender a demanda, porque a perícia médica é responsável por 70% dos requerimentos”, alerta.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por