Dez vacinas, que protegem contra caxumba, raiva, tétano e hepatite tipos A e B estão em falta em unidades de saúde de todo o país. O desabastecimento é decorrente de atrasos no repasse de novas doses por parte do Ministério da Saúde. Conforme representante do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis, os motivos são diversos. Em Uberaba, nem todas estão faltando.
Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica, Robert Boaventura, na cidade atualmente faltam as vacinas Tetraviral, dTpa Crie, Hepatite A e a Hepatite A de rotina pediátrica, porque o Município não recebe o repasse do Estado há pelo menos três meses. A aplicação das demais segue a medida de racionamento. “Antes era possível vacinar contra febre amarela, por exemplo, a qualquer hora; hoje, só em dias marcados, ou seja, na terça e na quinta-feira. Isso porque um frasco contém 10 doses e dura apenas seis horas aberto. Se abrimos um frasco para vacinar duas pessoas e passam as seis horas, precisamos descartá-lo e por isso são perdidas oito doses. Para não ter essa perda, concentramos a vacinação em dois dias”, explica.
A orientação do diretor é ligar para a Central de Vacinas, cujo telefone é o 3322-7822, para saber em qual unidade do município há a vacina que está sendo procurada pelo usuário.
De acordo com informação do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, não houve distribuição da DTP, vacina tríplice bacteriana que protege crianças contra difteria, tétano e coqueluche, porque o produto está indisponível nos mercados nacional e internacional. Já a Tetraviral, que protege crianças de sarampo, rubéola, caxumba e varicela (catapora), só foi enviada para as regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Para Sul e Sudeste a orientação é aplicar a tríplice viral mais a dose contra a varicela.
O estoque da Antirrábica Vero está reduzido, mas o setor garante que as doses serão entregues ainda em janeiro. Já o estoque nacional da vacina Antirrábica em embrião de galinha venceu em 30 de novembro de 2015. Cerca de 20 milhões de doses da Dupla Adulto (dT), que protege de difteria e tétano, chegaram em novembro de 2015, mas ainda não foram liberadas pela Anvisa, assim como a dTpa para gestantes e a Hepatite A.
AdTpa Crie não tem sido distribuída às unidades desde abril de 2015 e o Ministério alega problemas de abastecimento ligados à produção mundial e indisponibilidade de fornecedores que atendam à demanda brasileira. E não há estoque da vacina que protege contra a Hepatite B devido ao atraso do Instituto Butantan para entrega de cerca de 17 milhões de doses, desde agosto de 2015. Segundo o documento, o instituto elaborou novo calendário de entrega das doses, com data prevista para fevereiro.