Comunidade da praça Jorge Frange reclama da atuação da Patrulha do Silêncio e da Polícia Militar no fim de semana. Segundo alguns moradores, que preferiram manter a identidade preservada, o problema não é com a Feirarte, a presença da feira não gera incômodo e a maioria das pessoas gosta. O que vem tirando o sono da vizinhança é um morador do local que realiza festas com frequência e, de acordo com a comunidade, a Guarda Municipal e a Polícia Militar não estão atendendo às solicitações.
“As festas são frequentes, mas na semana passada foram quatro dias seguidos de muito barulho, que segue durante as madrugadas. O silêncio somente existe quando vão dormir, e isso acontece durante o dia seguinte, quando acordamos para o trabalho. A noite toda tem festa. No último sábado, cansada desta situação, procurei a Patrulha do Silêncio, através da Guarda Municipal, bem como a Polícia Militar, para que fizessem algo, mas não tive resultados, não vieram ao local”, explica a moradora, ressaltando que antes de tomar esse posicionamento, de forma amigável, tentou conversar com estes vizinhos que estão perturbando o sossego, mas não foram compreensíveis e garantiram que as festas continuam.
A indignação destes moradores é quanto ao poder público, que deveria ajudar a comunidade neste momento. Na Patrulha do Silêncio, disseram que existia apenas uma viatura disponível e quando desse iriam até o local; já na Polícia Militar, logo de cara informaram aos moradores que este não é o papel da PM, e sim da Patrulha do Silêncio. “É isso que nos deixa revoltados, ninguém pode nos ajudar, nem mesmo os policiais que ficam vistoriando a praça durante a Feirarte. Liguei para a PM, disse que no local havia três viaturas, e pedi para que fossem até o morador com som alto e tomassem as devidas providências, mas, segundo a atendente, não poderiam tomar essa atitude porque estavam ali por conta da feira”, relata.