CIDADE

Moradores de condomínio fechado denunciam envenenamento de cães

Polícia Civil investiga o caso registrado em condomínio fechado no Recreio dos Bandeirantes e já teria a identificação do autor

Letícia Morais
Publicado em 30/11/2016 às 07:34Atualizado em 16/12/2022 às 16:23
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Foto/Reprodução

Pedaços de papel-alumínio foram deixados em diversos locais no condomínio com um tipo de veneno, que pode ser chumbinho

Moradores de um condomínio fechado, no bairro Recreio dos Bandeirantes, denunciam casos de envenenamento de cães. A informação oficial é que, até o momento, dois cães foram vítimas de envenenamento por um morador do condomínio, que foi identificado e é investigado pela Polícia Civil.

O advogado Rubens Júnior é proprietário de um dos cães envenenados. Na semana passada, enquanto brincava com sua cadela Luna, ele notou que o animal estava com um pedaço de papel-alumínio que tinha uma substância nele. “Cerca de dez minutos após o ocorrido, ela já começou a apresentar sintomas estranhos, babando, cambaleando, com a pupila dilatada. Imediatamente, fomos com ela para o veterinário, onde constatou-se o envenenamento por meio de exame clínico”, explica Rubens, destacando que o material foi encaminhado ao hospital veterinário e à Polícia Civil. “Ambos acreditam ser chumbinho, que é muito forte”, afirma.

Além de Luna, outro cãozinho foi envenenado no condomínio e segue em recuperação. Rubens Júnior disse haver suspeita de que mais cães tenham sido intoxicados nos últimos dias. Segundo ele, há cerca de dois anos começaram a surgir casos de envenenamentos no condomínio. “Existiam uns cães abandonados dentro do condomínio e, do nada, começaram a aparecer esses animais mortos. Minha esposa pediu aos responsáveis por um abrigo para que acolhessem esses cães, que estavam perdidos”, ressalta o morador.

Polícia Civil já tem indícios de autoria e aguarda conclusão de laudos

Em entrevista à Rádio JM, o delegado responsável pelo caso, Ciro Outeiro, afirma que a Polícia Civil já tem indícios de autoria do crime, mas aguarda os laudos periciais para obter a prova material. A expectativa é de que o laudo fique pronto em trinta dias. “Nós vamos encaminhar as imagens do condomínio à perícia e estamos aguardando o laudo sobre o material que os animais comeram”, explica o delegado.

Ciro Outeiro disse à reportagem que alguns moradores serão ouvidos nesta semana, com o objetivo de colher mais detalhes sobre o caso. “Mas, teremos que esperar o laudo, que também é o mais importante. Já tem um suspeito, assim que tivermos as confirmações, ele será ouvido. A pena de maus-tratos a animais é de no máximo um ano, mas, como foram vários crimes, então deverá aumentar um pouco”, argumenta Ciro Outeiro.

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