MANIFESTAÇÃO

Entregadores do iFood em Uberaba iniciam greve por reajuste de taxas

Já somam 330 o número de manifestantes na cidade e paralisação deve continuar na terça (01)

Publicado em 31/03/2025 às 12:22Atualizado em 31/03/2025 às 22:28
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A manifestação ocorre na Avenida Santa Beatriz e reúne diversos trabalhadores que reivindicam o reajuste das taxas pagas pelo aplicativo (Foto/Divulgação)

Os motociclistas que prestam serviço para o iFood em Uberaba iniciaram greve nessa segunda-feira (31), desde às 8 horas. A manifestação ocorreu na avenida Santa Beatriz e reuniu cerca de 330 motoboys que reivindicam o reajuste das taxas pagas pelo aplicativo, além de melhores condições de trabalho. O protesto faz parte de mobilização nacional da categoria e está marcado para acontecer, também, nesta terça-feira (1º de abril).

Os entregadores exigem pagamento mínimo de R$10 por entrega (que atualmente está em R$6,50) e R$2,50 por quilômetro rodado (que hoje equivale a apenas R$1,50), além do estabelecimento de limite de 3 quilômetros para entregas feitas por bicicletas. Outra demanda da categoria é o fim do agrupamento de corridas sem a devida compensação financeira.

Segundo um manifestante de Uberaba, em contato com o Jornal da Manhã, os trabalhadores não recebem reajuste há três anos e alegam que os valores repassados pelo serviço não acompanham o atual custo de vida, como aumento dos combustíveis e manutenção dos veículos, tornando a atividade cada vez menos viável. Além disso, os entregadores também cobram mais segurança e benefícios que garantam maior estabilidade para a categoria.

A Associação Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que representa empresas como 99, iFood, Amazon, Shein, Uber entre outras, informou que respeita o direito de manifestação e mantém canais de diálogo com os entregadores. A Amobitec ressaltou ainda que, sobre a remuneração dos profissionais, a média dos entregadores aumentou 5% acima da inflação entre 2023 e 2024, alcançando um valor de R$31,33 por hora de trabalho, conforme o último levantamento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

“As empresas associadas da Amobitec apoiam a regulação do trabalho intermediado por plataformas digitais, visando a garantia de proteção social dos trabalhadores e segurança jurídica das atividades. Além disso, atuam dentro de modelos de negócio que buscam equilibrar as demandas dos entregadores, que geram renda com os aplicativos, e a situação econômica dos usuários, que buscam formas acessíveis para utilizar serviços de delivery”, finaliza nota à imprensa.  

A paralisação deve impactar os serviços de entregas na cidade, e os motoboys esperam que a empresa se manifeste, solucionando as pautas reivindicadas.

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