Titular da 5ª Promotoria de Justiça apresentou as alegações finais contra três homens presos com mais de 1kg de maconha com a finalidade de promover o tráfico de drogas. Com o suspeito ainda foram apreendidos outros objetos destinados ao preparo e comercialização de drogas. O caso será julgado pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Ricardo Cavalcante Motta.
Conforme a denúncia do promotor Laércio Conceição Lima, no dia 14 de dezembro de 2017, os policiais militares do Gepar (Grupo Especializado de Policiamento em Áreas de Risco) receberam denúncia anônima informando que em residência situada na rua Ginuepha Bizzinoto, bairro Parque São Geraldo, estaria havendo tráfico de drogas. Com essas informações, os militares deslocaram-se até o endereço e, ao chegarem ao local, realizaram monitoramento, até que visualizarem um veículo Fiat/Palio de cor preta estacionar próximo à residência. Na ocasião, teriam desembarcado do veículo dois indivíduos, que entraram na residência.
Pouco tempo depois, os indivíduos saíram do imóvel, entraram novamente no veículo e dirigiram no sentido bairro São Benedito. Os militares passaram a segui-los até que decidiram realizar a abordagem próximo ao cruzamento da rua Clóvis Cunha Prata. Neste momento foi feita a busca pessoal e no interior do veículo, quando foram localizados 1kg de maconha, distribuído em dois tabletes e quatro buchas, e mais 136,77g da mesma droga, distribuídos em uma porção prensada e um cigarro envolto em folha de seda.
Ao serem interrogados, os acusados disseram que adquiriram a droga, pelo valor de R$1.400, na residência do Parque São Geraldo, sendo que a compra havia sido combinada previamente pelo aplicativo de mensagens WhatsApp. Os policiais retornaram à residência e, com o apoio da equipe Rocca e do cão “Montanha”, localizaram um pote de vidro, contendo porção prensada de maconha, cigarro e R$709 em dinheiro.
Para o promotor Laércio Conceição, a grande quantidade de drogas e sua variedade representa forte indício de que a sua destinação era a comercialização com usuários de Uberaba. Isto porque com essa quantidade de maconha seria possível confeccionar 1.421 cigarros, que, vendidos pelo preço de R$5, renderiam um lucro fácil e ilegal de R$7.105. Além disso, esses fatores são fundamentos para concluir que os traficantes pegos com mais de 1kg de maconha, mesmo sendo primários, são dedicados a atividades criminosas, o que impossibilita a redução da pena.