CIDADE

Mulher compra frango recheado com vísceras

Moradora do bairro Costa Telles alega ter comprado frango inadequado para o consumo em um supermercado da cidade

Paulo Borges
Publicado em 16/03/2012 às 00:50Atualizado em 19/12/2022 às 20:45
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Moradora do bairro Costa Telles alega ter comprado frango inadequado para o consumo em um supermercado da cidade. Segundo a dona de casa Isabel Maria de Jesus Lima, 55 anos, o produto, processado em 23 de fevereiro de 2012 e com validade de um ano, pertencente ao lote 896, apresentava aspecto azulado, mau cheiro, além de não ter sido limpo, estando ainda com as vísceras.

De acordo com Isabel, o frango foi comprado no dia 8 de março. No entanto, somente na quarta-feira (14) ela decidiu consumi-lo. “Quando abri a embalagem já estranhei o fato de as tripas ainda estarem no frango, pois isso não é normal. Ainda assim, retirei alguns pedaços e os comi fritos. Depois disso passei muito mal, inclusive com diarreia”, revelou ao Jornal da Manhã.

Procurada pela reportagem, a empresa Granja Brasília, com sede em Betim-MG, detentora da marca “Ave Nova”, diz que se trata de um caso isolado e afirmou que o setor responsável pelo controle de qualidade já entrou em contato com a consumidora e que ela será ressarcida. Da mesma forma, a empresa afirma ter entrado em contato com a direção do Supermercado Bretas, unidade do Parque do Mirante.

Além disso, por meio das fotos enviadas pelo Jornal da Manhã, a empresa reconheceu que o animal abatido não foi limpo da forma correta. No entanto, a Granja Brasília reforça que se trata de um caso pontual e que esta é a primeira reclamação do tipo recebida pela empresa.

Ainda assim, a Granja lamenta o fato de a consumidora não ter entrado em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), tão logo percebeu algo estranho no produto, procurando primeiro o Jornal da Manhã. Por outro lado, o setor responsável pelo controle de qualidade recomenda que, quando perceber algo de diferente no produto, o consumidor jamais faça a ingestão da carne, uma vez que não há como comprovar que o produto tenha sido o responsável pela dona de casa ter passado mal. Tal comprovação só se daria por meio de exames médicos.

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