CIDADE

Mulher flagrada ao transportar passageiros de forma irregular

A Secretaria de Defesa Social, Trânsito e Transporte (Sedest), por meio da Seção de Transportes Especiais, apreendeu, ontem, veículo que realizava transporte irregular de passageiros

Letícia Morais
Publicado em 22/11/2016 às 07:40Atualizado em 16/12/2022 às 16:28
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Foto/Neto Talmeli

Com apoio da Polícia Militar, agentes de fiscalização apreenderam o carro que estava sendo utilizado no transporte irregular de passageiros

A Secretaria de Defesa Social, Trânsito e Transporte (Sedest), por meio da Seção de Transportes Especiais, apreendeu, ontem, veículo que realizava transporte irregular de passageiros em Uberaba. Duas crianças eram transportadas para um colégio localizado na rua São Sebastião, no centro da cidade, quando os fiscais de transportes especiais realizaram a autuação do veículo. A ação ocorreu por volta de 7h30, no momento em que a motorista deixava as crianças na escola.

De acordo com o chefe da Seção de Transportes Especializados, Marcelo Araújo, o flagrante ocorreu por meio de denúncia. “Foi constatado que houve o pagamento desse transporte, então os fiscais fizeram a apreensão”, afirma. Ele esclarece que os fiscais da Seção de Transportes Especiais lavraram a autuação e a apreensão do veículo, no valor de 10 UFMs. Cada Unidade Fiscal do Município equivale a R$217, portanto, o valor da multa é de R$2.170. “A fiscalização está nas ruas e atenta aos clandestinos. Mas muitas situações dependem do flagrante, o que conseguimos realizar nesta operação”, diz o chefe da seção. Esta não é primeira vez que a mesma motorista é flagrada fazendo transporte de passageiros de forma clandestina. De acordo com Marcelo, no que tange à primeira apreensão, a defesa está sob análise.

De acordo com a delegada regional do Sindicato dos Transportadores de Escolares (Sintesc), Maria Goretti Elias, esta não é a primeira vez que a motorista é autuada realizando o transporte clandestino de passageiros. Na avaliação dela, o culpado não é o transportador clandestino, mas sim os pais, que não se preocupam com a segurança da criança. “Ela [a motorista] chega a colocar oito a dez crianças sentadas, sem cinto de segurança, no banco de trás do carro, sendo que o máximo que cabe são três”, alerta, frisando que a responsabilidade deveria ser dos pais também. “Às vezes, há pais que optam pelo clandestino por causa de R$10 ou R$20 de diferença na mensalidade do transportador”, completa.

Balanço. Nos últimos três meses foram efetuadas quase 60 notificações, segundo o chefe de transportes especializados, sendo 11 clandestinos apreendidos. “É bom que a população tome muito cuidado, pois nunca sabemos quem é que está no volante. Para regularizar o transporte no município, a pessoa precisa apresentar antecedentes criminais, então, isso transmite para o usuário uma transparência e idoneidade”, finaliza Marcelo Araújo.

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