O desemprego em Uberaba voltou a crescer no mês de março, é o que revelam os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho
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O desemprego em Uberaba voltou a crescer no mês de março, é o que revelam os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No mês passado, o município registrou 3.550 admissões contra 3.822 demissões, contabilizando a perda de 274 postos de trabalho. No ranking de municípios mineiros com mais de 30 mil habitantes, Uberaba aparece em 100º lugar.
Ainda assim, o saldo na geração de emprego nos três primeiros meses deste ano é positivo. No período foram admitidos 10.414 trabalhadores, contra 10.296 demissões, perfazendo 118 postos de trabalhos criados em 2016. Em contrapartida, nos últimos 12 meses a cidade perdeu 4.921vagas de emprego, com 43.994 admissões contra 48.915 dispensas.
Em março, o comércio foi o setor que mais puxou o índice de desemprego, onde foram admitidos 804 trabalhadores, mas 982 foram demitidos, gerando saldo negativo de 178 vagas. Embora tenha demonstrado recuperação em fevereiro, outra área que também perdeu empregos em março foi a construção civil. O setor empregou 556 pessoas, mas desligou 719 trabalhadores, o que provocou a perda de 163 vagas.
A indústria de transformação também encerrou o mês com queda de desempenho. As fábricas de Uberaba contrataram 622 empregados, mas demitiram 677 trabalhadores no mesmo período, apresentando saldo negativo de 55 postos perdidos. O setor de serviços industriais de utilidade pública também perdeu nove vagas, pois admitiu três trabalhadores, mas demitiu 12. Já a área de extrativismo mineral perdeu três vagas, admitindo um empregado, mas desligando quatro.
Apenas os setores de serviços e agropecuária não demonstraram retração no nível de empregabilidade. Empresas da área de serviços admitiram 1.295 funcionários e dispensaram 1.278, gerando saldo positivo de 17 vagas criadas. Já a agropecuária apresentou melhor saldo. O setor contratou 269 trabalhadores e demitiu 150, o que resultou na criação de 119 postos.
Em todo o país foram eliminados 118.776 empregos celetistas, o equivalente à retração de 0,30% no estoque de assalariados com carteira assinada do mês anterior. Seguindo a tendência nacional, em Minas Gerais foram eliminados 7.979 empregos com carteira assinada, saldo que refletiu a queda do emprego principalmente nos setores do comércio, com -7.929 postos; da construção civil, com -1.929 postos, e da indústria de transformação, com -1.807 postos, cujos saldos negativos superaram o aumento do emprego da agropecuária, que fechou com 4.711 novas vagas.