Em todo o mundo, o mosquito Aedes aegypti é responsável pela transmissão de pelo menos oito doenças, sendo cinco tipos diferentes de dengue, um deles presente apenas na Ásia; febre amarela, zika e chikungunya. Por isso, segundo a infectologista da Secretaria Municipal de Saúde, Danielle Borges Maciel, hoje se fala em uso de repelentes, em mutações de mosquitos, mas a única medida realmente efetiva é o combate ao mosquito.
Para a especialista, o mosquito existe no Brasil há cerca de 70 anos, mas o país passou a apresentar surtos mais significativos apenas nos últimos anos, sendo que a preocupação maior ainda é com a dengue, embora o vírus Zika tenha sido identificado em vários estados. “Os sintomas são mais leves do que os da dengue, mas, como surgiu essa relação entre casos de microcefalia com a infecção pelo Zika, ainda aguardamos a comprovação científica, visto que há entidades internacionais estudando essa suspeita. Por isso, o que pedimos é o cuidado redobrado das gestantes com o uso de repelentes, protetores de cama, calça e blusa de mangas compridas, procurando ficar em locais mais frescos ou com ar condicionado, para evitar a infecção até que isso tudo seja devidamente esclarecido”, ressalta Danielle.
Por outro lado, a infectologista lembra que casos de microcefalia sempre existiram, visto que há inúmeras causas, como infecção por toxoplasmose ou citomegalovírus durante a gestação, e há a microcefalia congênita. Porém, antes da suspeita de relação com o Zika, poucos casos eram notificados.