CIDADE

Operações do Codau não levam água às partes altas dos bairros

A costureira Tânia Maria Paixão mora no bairro Elza Amui 3 e, de acordo com ela, em nenhum momento do dia, nem mesmo de madrugada, o abastecimento está sendo realizado

Geórgia Santos
Publicado em 15/10/2014 às 20:38Atualizado em 17/12/2022 às 03:13
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População questiona manobra realizada pelo Codau para a recuperação dos níveis dos centros de reservação e manutenção do fornecimento de água. A costureira Tânia Maria Paixão mora no bairro Elza Amui 3 e, de acordo com ela, em nenhum momento do dia, nem mesmo de madrugada, o abastecimento está sendo realizado. O problema persiste desde quinta-feira (9), dentro de casa apenas o que é essencial, e como a previsão não é de melhora, ela afirma que o Codau deveria adotar medidas de urgência, como a distribuição de água para a população através de caminhão-pipa.

“Nos jornais o Codau diz que está fazendo a distribuição de água de madrugada, mas na minha casa não chega nenhuma gota em horário algum. Na caixa-d’água ainda tem um pouco, mas é apenas para o essencial, como tomar banho, fazer comida, as necessidades físicas, o resto é arriscado, estou lavando roupa na casa da minha mãe, ela mora no Parque das Américas e neste local a água está chegando”, explica Tânia.

A costureira mora na parte alta do bairro, estes são os locais em que a falta de água é mais grave por causa dos baixos níveis dos reservatórios, e por isso não há pressão para que a água chegue a estas regiões. A nota enviada pelo Codau na segunda-feira (13) confirma que a maioria da cidade foi abastecida, com exceção da região leste, onde estão os CRs 4 (Amoroso Costa) e 11 (Uberaba 1) e parte do grande Boa Vista (CR-2). O bairro Elza Amui é abastecido pelo reservatório do Uberaba 1.

“Compreendo essa situação, mas deveriam buscar alternativas e atender pelo menos aos moradores destes locais em que a água não chega. Deveriam levar o caminhão-pipa. O Codau disse que era apenas para escolas, prédios públicos e hospitais, mas poderiam atender as pessoas que estão sem água há dias”, explica Tânia. Para comprovar que o abastecimento não está sendo realizado, a costureira comprou uma caixa-d’água, que fica no quintal. Foi colocada uma mangueira para abastecer assim que a água da rua chegar, mas em nenhum momento do dia a caixa enche. Apenas possui água no momento porque foi buscar em locais onde há poço artesiano.

No Morada Du Park, a servidora pública Gasparina dos Reis Lacerda, moradora da avenida Riceiro Lenza, diz que há nove dias não recebe água na caixa-d’água de sua residência.

O professor Hassan Marra Jorge mora na rua Teixeira de Freitas, no bairro Abadia, e ficou sem água por dias. Não houve abastecimento em momento algum, pode contar apenas com que já tinha na caixa-d’água. E, assim como Tânia, afirma que, ao contrário do que disse o Codau, o fornecimento não está acontecendo. “Na segunda-feira (13) a água voltou. Mas não se sabe até quando, isso é um caso de calamidade e precisamos que o Codau, até mesmo para a nossa subsistência, comece a fornecer água com caminhão-pipa. A situação está crítica. Sou professor, e nas escolas em que dou aula também não tem água. As crianças estão se sentindo mal, por isso acredito que a suspensão das aulas seria o mais prudente”, explica.

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