De acordo com o chefe da Seção de Fiscalização e Controle Sanitário do município, Leonardo Gomides dos Santos, um dos estabelecimentos não possuía alvará de localização
Foto/Neto Talmeli
Com apoio das polícias Militar e Civil, Vigilância Sanitária realizou verificação das condições de funcionamento de estabelecimentos que comercializam carnes e promoveu apreensões
Na região de Uberaba ocorre por mês a média de 15 a 20 furtos de gado para corte nas mais de duas mil propriedades rurais localizadas no município. Além das ações de praxe, para a repressão a este tipo de crime, uma operação conjunta entre as polícias Civil e Militar e a Vigilância Sanitária, iniciada na manhã de ontem, pretende atuar nos locais de venda para impedir a comercialização de carne furtada. O primeiro dia resultou na apreensão de 120kg de carne sem procedência, que foram descartados no aterro sanitário.
Segundo o subtenente Giovanni Pacheco, comandante da Patrulha Rural de Uberaba, a princípio, o objetivo da operação foi dar apoio à Vigilância Sanitária na fiscalização do órgão a estabelecimentos comerciais que vendem carnes, como açougues e restaurantes. “Temos recebido muitas denúncias de que açougues estão comercializando carnes oriundas de abates clandestinos de gado na zona rural e essa seria uma forma de fechar o cerco em cima dessas pessoas. Temos uma média de 15 a 20 furtos por mês nas mais de duas mil propriedades na região de Uberaba”, destaca.
Com equipes da Polícia Militar e Civil, cinco fiscais da Vigilância Sanitária visitaram cinco açougues na cidade, apontados pelas polícias como potenciais vendedores de carne sem procedência. Outras questões, como regularidade da documentação para permissão de funcionamento, como alvarás de localização e sanitário, bem como respeito às normas de higiene e acondicionamento dos produtos, também foram verificadas durante a operação de fiscalização conjunta.
De acordo com o chefe da Seção de Fiscalização e Controle Sanitário do município, Leonardo Gomides dos Santos, um dos estabelecimentos não possuía alvará de localização e foi notificado com um prazo legal para regularização. “Em um deles, parte da carne possuía o selo de qualidade de inspeção, mas também existia no freezer uma quantidade de carne que não tinha selo de qualidade e nada que comprovasse que tinha realmente sido feito em frigorífico. Quando a carne vem congelada do frigorífico, ela vem etiquetada com data de validade e a data do congelamento. O que resultou na apreensão de 120kg da carne sem registro”, esclarece.
Leonardo Gomides ressalta que a fiscalização da Vigilância já é uma ação rotineira o ano todo, mas ele destaca que a operação de fiscalização vai continuar com o propósito de impedir a comercialização de carne proveniente dos abates clandestinos.