Operários cobram pagamento atrasado de construtora responsável por obra da Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Um grupo de cerca de 50 funcionários espera pelo pagamento de parte do 13° salário e do salário do mês de dezembro. Na manhã de ontem foi realizada assembleia entre trabalhadores e o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Uberaba (Sticmu), para tratar do assunto, visto que que temem também o não pagamento de rescisões.
De acordo com o presidente do Sticmu, José Lacerda Sobrinho, esta não é a primeira vez que o sindicato recebe denúncias envolvendo a Construtora Brasil Central Araguaia. Os funcionários já procuraram a entidade antes, pedindo ajuda devido a atraso de pagamento. “Agora a situação é mais preocupante, pois foi rescindido o contrato da obra com a construtora em ação unilateral da UFTM e o serviço foi paralisado. Os funcionários foram comunicados sobre essa situação e demitidos. Foi concedido prazo, que expirou no dia 15 de janeiro. Os funcionários não receberam o salário referente ao mês de dezembro e parte do 13° salário, e temem pelo não pagamento da rescisão; por isso procuraram o sindicato”, explicou Lacerda.
A justificativa dada pela construtora é que não foi possível pagar os funcionários, pois ainda é preciso receber recursos da UFTM. “Na reunião que realizamos ontem de manhã fizemos o levantando do que cada trabalhador deve receber e, caso a empresa não pague, a alternativa a ser adotada é levar o caso à Justiça para garantir o pagamento”, afirmou José Lacerda, ressaltando que também pretende manter contato com a universidade. Disse que está tentando agendar encontro para pedir esclarecimentos e saber se há restos a pagar para construtora.