A produção de hortifrutigranjeiros no início do outono de 2026 apresenta oscilações em Uberaba e região, com impacto mais evidente em alguns itens específicos e reflexos diretos nos preços ao consumidor. Segundo o presidente da Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros e da Agroindústria Familiar do Vale do Rio Grande (Horvagra), Sérgio Nepomuceno, apesar das dificuldades pontuais, o abastecimento segue mantido, ainda que com ajustes no ritmo de oferta e na dinâmica de consumo.
Entre os produtos mais afetados neste período estão as hortaliças folhosas, que enfrentam maior instabilidade de produção. “A instabilidade e a escassez estão mais acentuadas nas folhosas, mas a tendência é de equilíbrio a partir da segunda quinzena de abril”, afirma Nepomuceno. A expectativa do setor é de que, nas próximas semanas, a oferta volte a se regularizar gradualmente.
Outros itens também têm apresentado maior dificuldade de produção, como tomate, jiló, maracujá e vagem. De acordo com o presidente da Horvagra, esses produtos são mais sensíveis às variações típicas desta época do ano, o que acaba impactando a produtividade e contribuindo para a elevação dos preços.
Mesmo com essas oscilações, o mercado continua sendo abastecido, em parte devido à retração no consumo. Com preços mais altos, muitos consumidores reduzem a quantidade adquirida ou passam a fracionar mais o uso desses alimentos. Esse comportamento também se repete no caso de frutas como morango, abacaxi e manga, que registram variações de preço influenciadas pela sazonalidade.
O início do outono tem sido marcado por um clima de transição, com chuvas irregulares e temperaturas acima da média, seguidas pela tendência de dias mais secos ao longo das próximas semanas. Para o setor, a expectativa é de que a produção ganhe maior estabilidade com a consolidação desse padrão, contribuindo para o reequilíbrio entre oferta e demanda.