A situação traz preocupação aos pais, principalmente por causa da dificuldade para conseguir vagas
Foto/Neto Talmeli
Escola Municipal Niza Marques Guaritá é a única no bairro e oferece apenas ensino fundamental
O bairro Manoel Mendes possui unidades municipais que oferecem até a oitava série do ensino fundamental, mas depois os estudantes precisam se deslocar para outras regiôes para continuar os estudos. A situação traz preocupação aos pais, principalmente por causa da dificuldade para conseguir vagas.
A doméstica Sandra dos Santos conta que a filha estudou na Escola Municipal Niza Marquez Guaritá, situada no próprio Manoel Mendes, até completar o 9º ano. A partir daí, foi necessário buscar outra escola e só havia vaga em um bairro longe de casa. A matrícula foi feita na Escola Estadual Castelo Branco, no bairro Estados Unidos, que fica a aproximadamente quatro quilômetros de distância. “Não foi fácil encontrar vaga e ainda fica longe. A minha filha tem que ir de ônibus todos os dias”, ressalta.
Para evitar o mesmo transtorno a outras famílias, Sandra afirma que o Estado e a Prefeitura poderiam fazer uma parceria para oferecer o ensino médio na Escola Municipal Niza Marquez Guaritá. A solução, segundo ela, atenderia a comunidade do Manoel Mendes até a construção de uma escola estadual com maior estrutura.
A Secretaria Municipal de Educação não quis se manifestar sobre a possibilidade de disponibilizar a estrutura da escola Niza Marquez Guaritá para que a rede estadual ofereça o ensino médio no bairro. .
Já a superintendente regional de ensino, Marilda Ribeiro Rezende, explica que a demanda da região foi identificada e propostas estão em estudo para resolver a questão. Ela pondera que hoje existe uma escola estadual no Elza Amuí, que também atenderia à população do Manoel Mendes, mas a unidade tem tido alta procura e não está conseguindo suprir a necessidade.
Questionada, a superintendente informa que até o momento não foi tratada a possibilidade de inserir o ensino médio na escola municipal existente no bairro. Por outro lado, Marilda garante que a proposta de construção de uma nova escola estadual para as imediações começará a ser discutida. Uma segunda alternativa, segundo ela, pode ser a ampliação da unidade já existente no Elza Amuí para aumentar a capacidade de atendimento. “Ainda nao é possível especificar prazo para a consolidação do projeto, mas vamos fazer todos os esforços para resolver essa situação”, conclui.
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