Congresso Nacional votou orçamento para 2017 e fixou o salário mínimo em R$945,80, a partir de 1º de janeiro do ano.
Segundo o economista Marco Antônio Nogueira, para o trabalhador e aposentado o valor é pouco diante dos gastos, já para empresas e órgãos públicos, que enfrentam dificuldades financeiras, a despesa é alta. “Se analisarmos pelo lado de quem depende do salário mínimo para sobreviver, que é grande parte dos aposentados, o valor se torna insuficiente para os gastos do dia a dia. Mas, se olharmos para o montante, os agregados, que são as contas públicas, por exemplo, será mais uma despesa grande para as prefeituras, que já estão com problemas de caixa, e para o governo federal, por conta da Previdência”, explica o economista.
Portanto, segundo Marco Antônio, observa-se que o valor do salário mínimo que entra em vigor em 2017 não agrada individualmente quem ganha um salário mínimo e também não vai agradar às prefeituras e à Previdência. Contudo, será um reajuste que pode injetar um pouco mais de dinheiro na economia. “Além disso, vale lembrar que o salário mínimo é a base para alguns tipos de serviço, como os dentistas, reajustes de mensalidade, de aluguéis, que seguem o reajuste do mínimo”, destaca.
Natal. Marco Antônio também comentou sobre as vendas de Natal. De acordo com ele, o consumidor está cauteloso e vai preferir pagar dívidas. Assim, para os empresários não será um Natal bom. “Estão dizendo que vai haver um crescimento de 10% ou 7%. Mas isso não vai ser crescimento, será reajuste de preços, pela inflação, comparada de dezembro de 2015 e dezembro de 2016”, explica.
O economista destaca que o Natal deste ano, provavelmente, em termos reais, será um pouco melhor ou menos desagradável aos empresários do que foi em 2015. E a situação também atinge o setor alimentício. “No supermercado, o que vamos observar é um pouco mais de corrida, mas se olharmos a quantidade de itens, tende a cair ou, no máximo, se igualar ao que foi em dezembro de 2015”, explica.