Cerca de 70 trabalhadores dos Correios cruzaram os braços ontem. A paralisação de advertência aconteceu em todo país em virtude de reivindicações da categoria que não foram atendidas
Foto/Neto Talmeli
Funcionários que aderiram à paralisação se reuniram no saguão da agência central dos Correios ontem
Cerca de 70 trabalhadores dos Correios de Uberaba cruzaram os braços ontem. A paralisação de advertência aconteceu em todo país em virtude de reivindicações da categoria que não foram atendidas. Diante da ausência de respostas, o grupo não descarta a possibilidade de greve por tempo indeterminado. O movimento teve a adesão de trabalhadores das agências Central e da avenida Deputado José Marcus Cherém. Além de carteiros, também participaram atendentes e operadores de triagem e transbordo (OTT), ou seja, todo o ciclo produtivo se fez presente na paralisação em Uberaba.
“Ficamos satisfeitos com a adesão, começamos com 70 funcionários e com o decorrer do dia foi aumentando. Isso mostra o quanto o trabalhador está insatisfeito com a falta de resposta da empresa. E se continuar desta forma, se não nos chamarem para negociar, existe grande possibilidade de greve”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios, Telégrafos e Similares de Uberaba e Região (Sintect-URA), Wolnei Cápolli. A categoria reivindica novas contratações; para que não haja o fechamento de duas mil agencias em todo o país; o fim da distribuição de correspondências alternada, pois é isso que está ocasionando no acúmulo de cartas, e, ainda, questões ligadas ao plano de aposentadoria.
Vale ressaltar ainda que os problemas para o recebimento de correspondências, segundo Wolnei, estão relacionados à falta de profissionais. O último concurso público foi realizado em 2011 e, além disto, houve o PDI (Pedido de Demissão Incentivada) oferecido pelos Correios aos funcionários mais antigos. “Desta forma, demitindo sem contratação, os problemas acontecem, e as pessoas não podem ser responsabilizadas por essa situação”, finaliza Wolnei.