CIDADE

Parlamentares cobram apoio às vítimas de violência doméstica

Câmara Municipal de Uberaba cobrou a execução das propostas parlamentares relacionadas ao apoio às vítimas de violência na cidade

Marconi Lima
Publicado em 11/07/2016 às 07:54Atualizado em 16/12/2022 às 18:09
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A Câmara Municipal de Uberaba (CMU) cobrou a execução das propostas parlamentares relacionadas ao apoio às vítimas de violência doméstica na cidade, onde vereadores alertam que casos vêm alcançando índices assustadores a cada ano. Durante sessão destinada à apresentação de indicações e requerimentos, foram citadas estatísticas sobre o assunto.

Entre as propostas apresentadas ao Executivo, estão a Casa Abrigo, o Comitê de Amparo e o Botão do Pânico. No site da campanha “Compromisso e Atitude pela Lei Maria da Penha – A lei é mais forte”, estatísticas mostram que a quantidade de relatos de violência recebida pela Central de Atendimento à Mulher pelo Ligue 180, entre janeiro e outubro de 2015, foi 40,33% superior aos registrados no mesmo período de 2014, com 44.957 registros.

Nos primeiros dez meses de 2015, em comparação com o mesmo período de 2014, destaca-se o aumento nos relatos de violência nas relações familiares (89,05%) e nas relações externas (vizinhos, amigos, colegas de trabalho) de 114,21%. De janeiro a outubro do ano passado, do total de 63.090 denúncias de violência contra a mulher, 31.432 corresponderam a denúncias de violência física (49,82%), 19.182 de violência psicológica (30,40%), 4.627 de violência moral (7,33%), 1.382 de violência patrimonial (2,19%), 3.064 de violência sexual (4,86%), 3.071 de cárcere privado (1,76%) e 332 envolveram tráfico (0,53%).

Os atendimentos registrados pelo Ligue 180 revelaram que 77,83% das vítimas possuem filhos e que 80,42% deles presenciaram ou também sofreram a violência. Dados que fazem parte de estudo da Umar (União de Mulheres Alternativa e Resposta) mostram que 42 mulheres morreram em ambiente doméstico, em 2014.

Destas, 35 morreram nas mãos dos atuais ou ex-maridos, companheiros ou namorados. As outras sete mulheres também foram assassinadas em ambiente doméstico, mas por pai, tio ou sogro, enfim, outras pessoas que não atuais ou antigos companheiros.

Em média, morreram quatro mulheres por mês no ano de 2014, sendo uma por semana. Pesquisa realizada pelo Instituto Avon, em parceria com o Data Popular (novembro/2014), relata que três em cada cinco mulheres jovens já sofreram violência em relacionamentos. 

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