A Petrobras reajustou os preços de comercialização do gás liquefeito de petróleo para uso industrial, comercial e granel
A Petrobras reajustou os preços de comercialização do gás liquefeito de petróleo (GLP) para uso industrial, comercial e granel, com percentual médio de 11%, desde sexta-feira (25). Para o presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás em Uberaba, Abel Ricardo da Silva, o reajuste pegou a todos de surpresa, especialmente porque no dia 1° de setembro houve um aumento de 15% para cilindro de até 13kg.
De acordo com a companhia, este alinhamento dos preços do GLP não abrange o produto destinado ao uso residencial, conhecido como gás de cozinha, que já havia sido reajustado no início do mês. A Petrobras estima que o impacto desse reajuste no preço de venda ao consumidor final, que varia de acordo com a sua destinação, será da ordem de 5%. O impacto já poderá ser sentido em breve no bolso dos comerciantes de padarias, hotéis e restaurantes, por exemplo, e futuramente chegará ao consumidor.
À primeira vista, o aumento pode parecer pequeno, porém, segundo Tânia Rodrigues, administradora de um hotel na cidade, o reajuste do gás não vem sozinho. “Não foi só o gás, tivemos vários aumentos que não podem ser repassados aos clientes. Estamos tentando contornar ao máximo, visto que a concorrência em Uberaba é acirrada. Aqui, trabalhamos com o gás na lavanderia e na cozinha, por isso o impacto vai ser significativo. Além do imposto, subiu o preço das frutas e dos frios, como muçarela e presunto, por exemplo, e estamos em negociação dos salários dos funcionários que deve sair este mês”, destaca. Ainda conforme Tânia, estes aumentos resultarão em um impacto médio de 30% nos gastos rotineiros dos hotéis.
Na padaria de Júlio César Ribeiro, ainda não é possível saber qual será o impacto real do aumento do gás, porque ele ainda não comprou o produto com o novo preço, mas o empresário alerta que, considerando os valores que já eram praticados antes, qualquer acréscimo será negativo para o comércio. Para ele, com os recentes aumentos de serviços como água e energia, além dos impostos e salários, este não é o momento de subir preços. “Isso tudo vem nos achatando e a partir disso é preciso buscar novas opções de matérias-primas e enxugar ao máximo o número de funcionários para tentar diminuir as perdas, evitando repassar os aumentos para o consumidor”, afirma.