Projeto do arquiteto Daniel Rodrigues prevê substituir gradil do canteiro central por floreiras, mas Prefeitura ainda não iniciou discussão sobre financiamento
(Foto/Divulgação)
O projeto que prevê a retirada das grades do canteiro central da avenida Leopoldino de Oliveira e a implantação de floreiras ainda não avançou para discussão com o Banco de Desenvolvimento da América Latina e do Caribe (CAF). A possibilidade de usar parte da economia obtida no programa Desenvolve Uberaba para bancar a intervenção havia sido levantada pela prefeita Elisa Araújo no início de julho, mas, quase dois meses depois, a conversa com a instituição financeira ainda não começou.
A informação foi dada por Érika Cunha, da Unidade de Gerenciamento de Projetos (UGP) do Desenvolve Uberaba, durante entrevista ao Pingo do J, da Rádio JM, nesta quinta-feira (27).
O projeto foi doado ao Município pelo arquiteto urbanista Daniel Rodrigues e propõe uma mudança significativa no visual da principal avenida do Centro. A ideia é retirar o gradil existente no canteiro central e substituí-lo por floreiras elevadas e outros elementos paisagísticos. A estimativa apresentada anteriormente para a execução era de cerca de R$ 3 milhões.
Em julho, Elisa afirmou no próprio Pingo do J que avaliaria junto à CAF a possibilidade de aproveitar parte da economia registrada nas licitações do Desenvolve Uberaba para viabilizar o projeto. Na ocasião, a prefeita não assegurou que o dinheiro seria destinado à Leopoldino, mas disse que levaria a possibilidade para análise.
Questionada nesta semana sobre o andamento dessa discussão, Érika afirmou que o assunto ainda não chegou ao banco. “A gente não iniciou essa conversa até hoje”, disse.
Segundo a responsável pela UGP, o contrato do Desenvolve Uberaba está atualmente com aproximadamente 33% de execução. Acrescentar uma nova obra ao pacote neste momento exigiria aditivo e uma nova análise do banco sobre a estrutura do programa.
Érika explicou que a prioridade imediata é avançar nas intervenções que já fazem parte do contrato, especialmente as relacionadas ao abastecimento de água, antes de abrir a discussão sobre uma eventual inclusão da Leopoldino.
Outro ponto ainda pendente é o detalhamento financeiro da proposta. Embora exista o projeto arquitetônico e uma estimativa apresentada anteriormente, Érika afirmou que a Prefeitura ainda precisa amadurecer dados como orçamento e prazo de execução para levar uma proposta estruturada ao banco.
“A gente tem uma ordem de grandeza do valor, a gente não tem ainda os valores orçados. Então a gente precisa levar essa conversa um pouco mais amadurecida de fato”, afirmou.
Apesar de a negociação com a CAF não ter começado, Érika disse que a intervenção continua no radar da administração municipal. Segundo ela, o assunto voltou à mesa em reunião recente do secretariado e há intenção de buscar recursos para executar o projeto.
Por enquanto, portanto, a proposta de retirar as grades da Leopoldino permanece sem fonte de financiamento definida e sem prazo para sair do papel.