A chamada capina química, que faz uso de herbicidas para eliminar mato e ervas daninhas de ruas, calçadas e canteiros urbanos, foi proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, o secretário municipal de Infraestrutura, José Eduardo Rodrigues da Cunha, confirmou ontem que o procedimento continuará a ser realizado em Uberaba. Embora a determinação da Anvisa apontasse que o uso do agrotóxico põe em risco a saúde da população devido à “falta de regras restritas para manipulação, aplicação e acesso posterior às áreas tratadas”, Zé da Égua afirmou que o documento tem pontos falhos e deixa em dúvida o real motivo da proibição. “Por enquanto, tenho a liberação das secretarias da Agricultura e do Meio Ambiente”, afirmou. Segundo ele, um ofício já foi enviado ao secretário José Luís Barbieri, do Meio Ambiente, para pedir determinações claras relacionadas à utilização do herbicida, no caso de Uberaba, o Glifosato não-agrícola. “Estamos meio no ar com a publicação e só teremos a definição quando recebermos a resposta ao ofício”, diz. “Até lá a poda química continua normalmente”, completa o secretário. Dados da organização Mundial de Saúde (OMS) dão conta que o Glifosato, se inalado ou ingerido causa intoxicações graves que podem ter seus efeitos minimizados se tratadas imediatamente. Sua ação é cumulativa no organismo e o grau de intoxicação depende do tempo de contato.