Secretaria de Desenvolvimento Social vem promovendo vários projetos que ajudam os chamados andarilhos, e um deles auxilia no retorno para casa, ao município de origem
Foto/Arquivo
Prefeitura gasta cerca de R$12 mil por mês para o transporte de pessoas em situação de rua para enviá-las aos municípios de origem. A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social vem promovendo vários projetos que ajudam os chamados andarilhos, e um deles auxilia no retorno para casa, ao município de origem.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Social, Roberto Indaiá, dentro do terminal rodoviário de Uberaba existe o escritório de imigração, além da Casa de Passagem, que oferece a estas pessoas abrigo e alimentação, para passarem a noite e retornarem para casa. “Em média, a Prefeitura gasta de R$9 mil a R$12 mil por mês com passagens para enviar estas pessoas aos seus municípios de origem. Por dia, são de 10 a 20 pessoas, e no mês são cerca de mil”, diz.
Roberto destaca que esta é uma verba que a Prefeitura tem todos os meses por meio de recurso vinculado, que é o Piso Mineiro, ou do caixa da própria Prefeitura, com um complementando o outro quando existe falta. “Isso é uma obrigação da Prefeitura, está imposta em lei federal o direito de ir e vir. Contudo, existem alguns que agem de má-fé e aproveitam deste benefício e ficam viajando de um município para o outro. Por isto, estamos realizando um cadastro informatizado para evitar estas situações”, explica.
Projeto Cairós vai oferecer capacitação às pessoas em situação de rua da cidade. Para as pessoas em situação de rua que vivem em Uberaba, o secretário de Desenvolvimento Social, Roberto Indaiá, revela que existem vários projetos, e em um deles é a capacitação dessas pessoas. Trata-se do projeto Cairós, que conta com recursos do governo federal, através do qual são oferecidos cursos, como de eletricista, encanador e pedreiro, e que depois são usados nas reformas de prédios da secretaria, como a Casa de Proteção e demais instituições. “E temos uma novidade, vamos encaminhar à Câmara, para a próxima administração, um projeto para garantirmos recursos com a meta de podermos pagar o serviço prestado por estas pessoas em situação de rua e que foram capacitadas. Nossa intenção é repassar um percentual do salário mínimo e ainda oferecer abrigo na Casa de Passagem, até que consigam arrumar um emprego”, revela o secretário.