CIDADE

Preço de frutas e hortaliças tem queda desde setembro

Os preços das principais frutas e hortaliças apresentam tendência de queda no mercado atacadista, segundo informa boletim da Conab

Thassiana Macedo
Publicado em 23/10/2015 às 09:00Atualizado em 16/12/2022 às 21:41
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Foto/Arquivo

Folhosas estão entre 20% a 30% mais baratos para o consumidor

Os preços das principais frutas e hortaliças apresentam tendência de queda no mercado atacadista, segundo informa boletim divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O comportamento vem se refletindo também no varejo, onde o valor final desses produtos ao consumidor apresenta redução. O principal motivo é explicado pela lei de oferta e procura, porém, a notícia não é totalmente positiva.

De acordo com o gerente de um varejão no bairro Boa Vista, Ademir Pagani, enquanto as frutas mantêm o mesmo padrão de preços nos últimos meses, hortaliças, como cebola e batata, apresentaram queda de preço entre 50% e 60%. Já as folhosas, como alface, chicória e almeirão, estão entre 20% e 30% mais baratos para o consumidor. Ademir destaca que a situação tem sido provocada pelo aumento da produção e pela queda na procura dos hortifrutigranjeiros.

No varejão de Maria Ângela da Silva Oliveira, no Costa Teles I, a situação é semelhante. Segundo ela, mesmo com a crise, a clientela não diminuiu o consumo, porque comida não é um produto supérfluo. No entanto, ela avalia que as pessoas estão comprando em menores quantidades e estão pesquisando mais, sempre em busca do menor preço no mercado.

Segundo Keila Cunha, cujo varejão atua no bairro Abadia, entre os produtos com maior queda nos preços estã cebola, que baixou de R$ 5,99 para R$ 2,99, chuchu de R$ 5,99 para R$ 3,99 e a batata de R$ 3,99 para R$ 2,99. Entre as frutas, o tomate apresentou queda de R$ 2,49 para R$ 0,99, a banana de R$ 2,99 para R$ 1,99 e a melancia de R$ 1,99 para R$ 1,50. Keila explica que se antes um cliente entrava no varejão para comprar R$ 50 em hortifrúti, hoje ele entra para gastar apenas R$ 30 ou R$ 35.

Por isso, a aposta dos comerciantes do setor para driblar a situação tem sido realizar promoções especiais para atrair os clientes. Keila Cunha, por exemplo, realiza saldão de preços todo domingo e afirma que a estratégia vem surtindo efeito entre os clientes que pesquisam.

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